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Queda na venda de destilados atinge 26% dos bares e restaurantes de SP após casos de intoxicação por metanol

Uma pesquisa da Associação de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel SP) aponta que 26% dos estabelecimentos registraram retração no primeiro fim de semana após a repercussão dos casos de intoxicação por metanol. O levantamento foi realizado depois de o Ministério da Saúde confirmar 217 notificações da substância em bebidas adulteradas.

A queda se concentrou na venda de destilados, enquanto consumidores migraram para cerveja, vinho e opções não alcoólicas. Segundo a Abrasel SP, 78% dos restaurantes, lanchonetes e pizzarias mantiveram ou ampliaram o faturamento, ao passo que os bares foram os mais afetados.

Comunicação ajuda a manter faturamento

Entre os locais que reforçaram informações sobre a procedência das bebidas e dialogaram com o público, 80% conservaram ou aumentaram as receitas. Já entre os que não adotaram essa estratégia, o índice foi de 61%. “A proatividade foi a melhor defesa”, afirma Gabriel Pinheiro, diretor da Abrasel SP.

Impacto nos estabelecimentos

No bar Casa Fluída, na região da Consolação, a presença de apenas 30 clientes na quarta-feira (1.º/10) marcou o início da retração. Nos quatro dias seguintes, o ticket médio caiu cerca de 30%, de R$ 100 para entre R$ 60 e R$ 70, e a escolha por drinques despencou 85%. Dois funcionários temporários foram dispensados devido à baixa demanda, relata o sócio Fernando Spaziani.

No grupo Fábrica de Bares, que administra casas como Bar Brahma, Bar dos Arcos e Riviera, a frequência diminuiu até 40% em certas unidades, e o consumo per capita de destilados recuou 50%. “É natural o receio até que a confiança seja restabelecida”, diz o sócio Caire Aoas.

Já o Grupo Aziz, responsável por Salve Jorge, Posto 6, ÔMadá e Patriarca, registrou queda geral de 20% no movimento, com redução de 80% nas vendas de destilados e aumento na saída de chope e cerveja, segundo o sócio Fausto Saez.

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Estratégias para recuperar o público

Para retomar o faturamento, bares têm reforçado a divulgação de notas fiscais dos fornecedores e criado novos cardápios. A Casa Fluída lançou quatro drinques à base de vinho e fermentados, incluindo uma caipirinha de vinho branco, aposta que será testada a partir desta semana.

Além da comunicação direta, empresários cobram maior fiscalização. Em nota, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) defendeu a criação de um órgão de controle preventivo e medidas de regulação de mercado. “A crise do metanol tende a desacelerar o consumo, impactando a economia em escala maior”, afirma o presidente da entidade, Roberto Mateus Ordine.

Com informações de revistapegn.globo.com

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