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Brechó de armações vintage transforma estoque encalhado em faturamento de R$ 80 mil mensais

Brasília — O empresário Mayton Campelo converteu lotes de óculos esquecidos no depósito da ótica da família em um negócio que hoje movimenta cerca de R$ 80 mil por mês. Criado em 2019, o Brechó do Óculos comercializa armações antigas e fora de linha por meio de uma loja física na capital federal, um e-commerce próprio e 20 pontos de venda parceiros espalhados por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e até uma operação em Portugal.

Da feira local ao alcance internacional

A iniciativa começou quando Campelo levou parte do estoque parado dos pais para feirinhas de brechó em Brasília. A aceitação do público o motivou a abrir um canal online e, depois, a aderir a lojas colaborativas para ampliar a presença nacional. O crescimento ocorreu “degrau a degrau”, relembra o fundador.

Garimpo e restauração

Com a redução do acervo familiar, o empreendedor passou a viajar com frequência em busca de lotes antigos e peças vintage. Cada armação recebe uma pequena bandeira indicando o país ou a região de origem. Antes de chegar às vitrines, os produtos são avaliados, limpos e, quando necessário, restaurados — inclusive com soldas em modelos danificados. O catálogo atual soma aproximadamente 4 mil peças datadas das décadas de 1960 a 2000.

Público diverso e vitrine para celebridades

Além de consumidores em busca de estilo retrô, o brechó atende colecionadores, produtores de cinema, televisão e publicidade. Influenciadores e artistas como Pabllo Vittar, Rainer Cadete, Gloria Groove e Camila Coutinho já adquiriram modelos da marca.

Loja física como principal receita

Embora atue em ambientes multimarcas e digitais, a principal fonte de receita vem da sede em Brasília, onde funciona também um laboratório para confecção e instalação de lentes de grau. A venda combinada de armação e lente eleva o tíquete médio da operação.

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Desafios de percepção e dicas ao setor

Campelo aponta que parte dos consumidores ainda associa brechó a preço baixo ou baixa qualidade, o que exige esforço de comunicação para demonstrar o valor das peças. Segundo ele, margens atrativas no segmento dependem de curadoria técnica e leitura de tendências de consumo.

Com informações de revistapegn.globo.com

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