Férias de julho impulsionam procura por hospedagem e creches para pets e favorecem pequenos negócios

O período de férias escolares em julho vem reforçando a demanda por hospedagem, creches e serviços de pet sitter em todo o país, estimulando a expansão de pequenos negócios do setor.
Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abempet) indica que, entre 2023 e 2025, o número de novas empresas ligadas ao mercado pet cresceu 22%, com 41,6 mil empreendimentos adicionais. Deste total, 91% são registrados como microempreendedores individuais (MEIs).
Crescimento concentrado em São Paulo
No estado de São Paulo, o segmento apresenta avanço médio anual de 17%. O total de estabelecimentos saltou de 29 mil, em 2018, para cerca de 65 mil em 2025, sendo 97% classificados como pequenos negócios.
Para Vanessa Lima, consultora e gestora estadual de projetos do Sebrae-SP, a alta é puxada, principalmente, pelos serviços. “Hospedagem, day care, pet sitter e cuidados temporários acompanham a mudança de comportamento das famílias, que buscam segurança, bem-estar e atendimento especializado”, afirma.
Segundo a especialista, a procura por hospedagem e cuidados domiciliares aumenta, em média, 60% durante os períodos de alta temporada — da segunda quinzena de dezembro ao Carnaval, no mês de julho e em feriados nacionais. A maior demanda faz as diárias subirem entre 30% e 40%.
Orientação para empreendedores
Diante do pico de procura, o Sebrae recomenda que os empresários abram agenda com antecedência, reforcem a equipe, revisem protocolos de segurança e biossegurança, organizem as finanças e mantenham comunicação clara com os tutores. “Quem se prepara atende melhor, fideliza clientes e transforma a sazonalidade em crescimento sustentável”, destaca Vanessa Lima.
Exemplos do mercado
Na capital paulista, a empresária Ana Carolina Arisa, do Recanto da Tia Carol, inicia o processo de adaptação dos cães cerca de um mês antes das férias. A estratégia inclui avaliações comportamentais e protocolos de biossegurança. Ana Carolina também participou do Programa Conexão Pet, parceria entre Sebrae e Associação Brasileira de Creches Caninas (ABCC), onde aprimorou precificação, gestão de equipe e atendimento ao cliente.
Em Santo André (SP), Renata Lira, proprietária da Dog Zone desde 2022, relata que a crescente humanização dos pets elevou o nível de exigência dos tutores. Para atender a esse público, a empresa oferece protocolos de saúde, suporte veterinário, monitoramento por câmeras e envio diário de fotos e vídeos.
Com a temporada de julho em pleno curso, empreendedores que adotam estratégias de preparação antecipada e profissionalização da gestão conseguem aproveitar o aquecimento do mercado e consolidar a clientela.
Com informações de revistapegn.globo.com




