Influenciadora relata que bar no Itaim exige consumo mínimo de R$ 20 mil e provoca polêmica

A influenciadora Thaize Tavares afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que um bar de comida portuguesa localizado no bairro Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, condicionou o uso de mesas disponíveis a um gasto mínimo entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. O episódio teria ocorrido no último sábado, 1.º de novembro, no fim da tarde.
De acordo com Tavares, duas amigas que chegaram antes dela ao estabelecimento ouviram de atendentes a pergunta: “Vocês vão consumir R$ 20 mil? Acho que não, né? Então não tem lugar para vocês sentarem”. Ao tomar conhecimento da situação, a influenciadora desistiu de se juntar ao grupo e gravou o relato, que já ultrapassou 800 mil visualizações no Instagram.
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O vídeo acumula mais de 1 mil comentários, muitos deles relatando experiências parecidas e mencionando o possível nome do bar. Um usuário contou que, após consumir cerca de R$ 2 mil em companhia de duas pessoas, foi informado de que deveria ceder a mesa às 18h30 porque todas estariam reservadas. Outro comentou que o local “nunca deixa grupos de mulheres sentarem, apenas homens e, de preferência, amigos do dono”.
Possível prática abusiva
Para o advogado Maurício Elias Filho, especialista em Direito do Consumidor e sócio do escritório Tilkian Marinelli Marrey Advogados, a conduta descrita é abusiva, discriminatória e ilícita. Ele explica que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a recusa de atendimento quando o serviço está disponível. “A obrigação de gastar um valor mínimo caracteriza venda casada indireta”, afirma.
A única exceção, segundo o jurista, seria a existência de reserva prévia devidamente informada. Caso contrário, o cliente pode registrar reclamação no Procon apresentando notas fiscais, comprovantes de cartão ou registros de comunicação. Se houver constrangimento público, cabe pedido de indenização por danos morais, bastando comprovar o dano e o vínculo com o serviço prestado.
Contato sem retorno
A reportagem tentou contato com Thaize Tavares e com o estabelecimento apontado nos comentários das redes sociais, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
Com informações de PEGN




