Feira Abrin confirma virada do mercado de brinquedos para o “varejo de experiência”

A 42ª Feira Abrin, realizada em São Paulo, marcou a consolidação do setor de brinquedos em direção a um modelo de negócio voltado à experiência do consumidor e ao uso de dados. O evento registrou transações em 92% dos estandes, gerou 90 mil contatos comerciais e recebeu 20 mil visitantes.
Para Synésio Costa, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), o principal recado ao varejo é migrar do simples produto para a experiência completa. Demonstrações ativas, técnicas de encantamento nas lojas e presença digital via influenciadores tornaram-se essenciais para atingir as famílias, afirmou.
Expansão de negócios e novos perfis
A edição de 2026 atraiu 5.128 novos CNPJs, dos quais 3.669 pertencem a compradores. Do total de presentes, 25,6% visitaram a feira pela primeira vez, sinalizando interesse em acompanhar a evolução do mercado. Segundo Costa, o aumento dos compradores e o volume de negócios indicam desempenho superior ao de outros segmentos de bens de consumo.
O aplicativo oficial da feira facilitou mais de 52 mil conexões e acumulou 1,4 milhão de interações digitais, reforçando a integração entre tecnologia e relacionamento. A programação técnica ultrapassou 40 horas de conteúdo sobre comportamento do consumidor, gamificação e inteligência de mercado, fortalecendo a orientação por dados.
Internacionalização e sustentabilidade
Com visitantes de 38 países, a Abrin funcionou como plataforma global para empresas brasileiras sem estrutura no exterior. No campo socioambiental, foram recicladas mais de 60 toneladas de resíduos, com 100% de compensação ambiental. O evento manteve parceria com a Fundação Abrinq pelo programa Empresa Amiga da Criança.
Próximos passos
Índices de satisfação chegaram a 98,7% entre visitantes, e o Net Promoter Score (NPS) ficou em 90 entre expositores. A próxima edição está marcada para 4 a 7 de abril de 2027, na capital paulista, com foco em ampliar a digitalização, fortalecer vendas on-line, expandir práticas de sustentabilidade e manter a criança no centro das estratégias do setor.
Com informações de Revista PEGN




