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20 empresas são premiadas na estreia do Médias de Valor

As 20 vencedoras da primeira edição do Prêmio Médias de Valor foram anunciadas na sexta-feira, 12 de dezembro, durante cerimônia para 200 convidados no Hotel Rosewood, em São Paulo. A iniciativa é realizada por Valor Econômico e Pequenas Empresas & Grandes Negócios, com pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) e patrocínio do Itaú Unibanco.

Empresas com receita líquida entre R$ 15 milhões e R$ 500 milhões no exercício de 2024 puderam participar. Mais de 500 companhias se inscreveram; 240 avançaram na triagem técnica e responderam a quase 200 perguntas sobre liderança, estratégia, processos e resultados. As candidatas foram avaliadas em quatro faixas de faturamento.

Entre as vencedoras, 50% atuam na indústria, 30% em serviços e 20% no comércio. Três em cada quatro trabalham no modelo B2B. Regionalmente, dez organizações são do Sudeste, quatro do Sul, três do Norte, duas do Nordeste e uma do Centro-Oeste.

Desempenho de destaque

O grupo premiado obteve 97% da pontuação máxima em gestão estratégica, contra 83% das demais participantes. Setenta por cento dessas empresas tratam a visão de futuro como eixo central e 85% mantêm programas de capacitação em tecnologia, ESG e liderança. Mulheres ocupam 35% dos cargos de CEO entre as vencedoras, ante 16% no universo avaliado.

As 20 vencedoras

Receita de R$ 15 milhões a R$ 99,9 milhões

Ecocil – Concentrou atuação na Grande Natal e alcançou 30% do mercado local. Planeja dobrar o faturamento até 2027.
GB Musical – Nasceu como loja de CDs em 1996, migrou para equipamentos e produtos próprios e hoje tem 95% da receita no B2B.
Grupo IAG Saúde – Atende 407 clientes, impacta 38 milhões de pessoas e projeta crescimento anual de 20% até 2027.
MS Serviços e Soluções Energéticas – Opera 45% dos aerogeradores do país e diversificou para solar e eletrônicos, que já respondem por 30% da receita.
Pronutrition – Atua 100% no B2B, cresce 60% ao ano desde 2019 e investiu R$ 11 milhões na ampliação da fábrica.

Receita de R$ 100 milhões a R$ 199,99 milhões

Agrominas – Fundada em 2013 no Tocantins, inaugurou fábrica automatizada de 80 mil t/ano e projeta expansão de 20% em 2025.
Bibi – Maior rede de calçados infantis do país, com 130 lojas nacionais e 25 no exterior; lançou loja-conceito que elevou vendas em 30%.
CRN Group – Produz 680 itens, comprou a Nutrafit em 2024 e planeja levar franquias à América Latina até 2026.
Deal – Cresce 40% ao ano como provedora de transformação digital e aposta em inteligência artificial.
TSA – Tecnologia de Sistemas de Automação – Controla 67 máquinas em portos e projeta expansão internacional com caminhões autônomos.

Receita de R$ 200 milhões a R$ 299,99 milhões

Carsten – Investiu mais de R$ 200 milhões (2020-2025), opera 1.300 veículos e multiplicou por sete seu tamanho.
Grupo Nomura – Administra 37 operações de varejo de marcas como Adidas, Arezzo e Schutz.
Japurá Pneus – Conta com 28 unidades e implantou call center 100% em inteligência artificial, pioneiro na Região Norte.
Maxiplast – Produz 1,5 mil t/mês; investiu R$ 40 milhões e prepara fábrica no Paraguai.
Opus Construtech – Dobrou a capacidade industrial para 6 mil módulos/ano e prevê 11 mil em 2026.

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Receita de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões

Box Print – Abriu duas fábricas em 2025, soma seis unidades e mantém selo Aterro Zero.
Ecovita Incorporadora e Construtora – Já entregou 20 mil moradias populares e pretende atingir R$ 1 bilhão em três anos.
Engibras – Atua em mobilidade, saneamento e energia; conduz programa de diversidade +Mulheres nas Obras.
Grupo Med+ – Referência em urgência e emergência, investirá até R$ 360 milhões e inicia expansão em Portugal.
Tutiplast – Tem três plantas, investe em automação e criou a Nexa para desenvolver bioplásticos.

Para Maria Fernanda Delmas, diretora de redação do Valor, o prêmio reconhece um segmento “cheio de histórias inspiradoras”. Silene Magalhães, diretora da FDC, ressaltou o empenho das médias empresas diante das adversidades, e Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, destacou que o reconhecimento valoriza quem “inova, gera empregos e sustenta cadeias produtivas”.

Mesmo com baixo grau de internacionalização, as 20 companhias mostraram maturidade em governança, cultura organizacional e inovação, posicionando-se entre as médias empresas mais avançadas do país.

Com informações de revistapegn.globo.com

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