Go Coffee alcança 550 lojas e projeta faturar R$ 57,5 milhões em 2025

A rede curitibana Go Coffee atingiu a marca de 550 unidades operando ou comercializadas em 2025 e pretende encerrar o ano com cerca de 600 operações espalhadas por todas as capitais brasileiras.
Fundada em 2017 e inserida no franchising em 2019, a empresa abriu a primeira franquia em março de 2020. O modelo “to go”, essencial durante a pandemia, hoje representa apenas 15% dos pontos de venda. Desde 2022, a franqueadora prioriza lojas com mais de 40 m² e espaço para consumo no local.
Das 42 unidades inauguradas neste ano, sete seguem o formato compacto. “O café voltou a ser uma pausa, um momento de experiência”, afirma o sócio-fundador André Henning, explicando a virada de foco para conforto, ambientes com até 70 lugares, áreas de reuniões e espaço kids.
A companhia prepara a abertura, ainda em 2025, de uma loja própria em Curitiba com cardápio ampliado para brunch. O tíquete médio projetado é 30% superior aos atuais R$ 40. O novo formato ficará em teste por pelo menos seis meses antes de ser cogitado para franquia.
Hoje a marca oferece modelos que vão de quiosques a lojas de 200 m². O investimento inicial parte de R$ 180 mil, com retorno estimado entre 12 e 24 meses. A Go Coffee não cobra royalties mensais; a receita vem da venda de insumos produzidos pela própria rede.
Localizada na capital paranaense, a fábrica de 600 m² produz doces, bases para bebidas e xaropes exclusivos. Segundo Henning, ajustes simples podem elevar a capacidade para atender até 1 000 unidades.
A variação de preços de insumos, como o cacau — que subiu 189% de março de 2023 a 2025, segundo a FAO — e o café, que registrou recorde histórico de preço em 2025 segundo o Cepea, levou a dois reajustes ao consumidor no último ano. “Por sermos fábrica, eliminamos o intermediário e mantemos margens mais saudáveis”, diz o executivo.
O controle de performance das franquias também recebeu atenção. Apesar de mais de 40 inaugurações em 2025, o balanço deve fechar com aproximadamente 20 lojas a mais em comparação a 2024, após o fechamento ou repasse de unidades de baixo desempenho.
Depois de faturar pouco mais de R$ 50 milhões em 2024, a rede projeta crescimento de 15% e receita de cerca de R$ 57,5 milhões em 2025, mantendo a expansão nacional como principal meta.
Com informações de revistapegn.globo.com




