Ypê mantém fábrica de líquidos fechada e reforça atendimento ao consumidor após recurso na Anvisa

A Ypê informou neste sábado (9) que segue com as linhas de produção de líquidos paralisadas em Amparo (SP), embora tenha conseguido efeito suspensivo contra a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determinou o recolhimento e a suspensão de parte de seus produtos por suspeita de contaminação microbiológica.
De acordo com a companhia, desde a divulgação das medidas sanitárias houve aumento na procura por informações, o que levou ao triplo da capacidade de atendimento do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Foram disponibilizados dois novos telefones — 0800 1300 544 e 0800 278 0024 — além de um canal digital exclusivo para clientes impactados.
A produção está interrompida desde quinta-feira (7) e engloba a fábrica responsável por lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes cujos lotes terminam em “1”, abrangidos pela Resolução nº 1.834/2026 da Anvisa. Apesar de o protocolo do recurso suspender automaticamente os efeitos da resolução até nova análise da diretoria colegiada, a empresa decidiu não retomar as operações “para acelerar o cronograma e a conclusão das medidas apontadas pela agência”, disse em comunicado.
A Ypê acrescentou que espera concluir nos próximos dias mais uma etapa do plano de adequação sanitária da unidade industrial.
Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa mantém a recomendação para que consumidores não utilizem os produtos listados na medida. O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) reiterou o alerta, afirmando que a avaliação técnica sobre o risco sanitário permanece inalterada.
A decisão da Anvisa, anunciada após inspeção realizada entre 27 e 30 de abril em conjunto com órgãos estaduais e municipais, determinou o recolhimento de 25 itens das linhas de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos em Amparo. A orientação é interromper imediatamente o uso de produtos com lotes terminados em “1”, diante de indícios de contaminação microbiológica e falhas graves nas boas práticas de fabricação.
Com informações de revista PEGN




