Alckmin diz que foco do governo é ampliar setores isentos de tarifa de 50% imposta pelos EUA

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste fim de semana que o governo federal não pretende elevar impostos sobre produtos norte-americanos em resposta à tarifa de 50% adotada pelos Estados Unidos. Segundo ele, a prioridade é ampliar o número de segmentos brasileiros excluídos da cobrança.
“A prioridade não é retaliar, é resolver”, declarou o ministro durante visita a uma concessionária da Volkswagen em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba (SP). Alckmin informou que, após negociações com Washington, 45% dos setores exportadores do país já ficaram de fora do novo tributo.
O vice-presidente lembrou que oito em cada dez itens vendidos pelos EUA ao Brasil entram sem tarifação, e que a alíquota média cobrada pelo país sobre produtos americanos é de 2,7%. “Você tem uma tarifa para entrar no Brasil de 2,7% e 50% nos Estados Unidos”, comparou, acrescentando que os EUA registram superávit comercial apenas com Reino Unido, Austrália e Brasil.
Alckmin argumentou que o aumento de tarifas costuma recair sobre o consumidor e classificou a medida norte-americana como “perde-perde”. Ele antecipou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgará no início desta semana um pacote de apoio a empresas afetadas, especialmente aquelas que exportam majoritariamente para o mercado norte-americano. Exportadores esperam iniciativas como linhas de crédito com juros subsidiados, postergação de tributos federais e compras governamentais de produtos perecíveis.
Programa de carros sustentáveis
Durante a visita, Alckmin também destacou o programa federal que zerou o IPI para veículos considerados sustentáveis. De acordo com o ministro, cinco montadoras já aderiram à iniciativa, que busca estimular toda a cadeia automotiva.
Levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta que as vendas desses modelos cresceram 16,7% em julho, frente a uma expansão média do mercado de 14,2% no mesmo período. O programa, conhecido como IPI Verde, tem o objetivo de reduzir o preço de carros populares com menor emissão de CO₂, especialmente os modelos flex-fuel, que apresentam maior reciclabilidade.
Com informações de revistapegn.globo.com




