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Voices 2025 debate mostra como IA redefine criação e crescimento de startups

O impacto da inteligência artificial (IA) na trajetória das startups foi o tema central da trilha de empreendedorismo do Voices 2025, realizada na quarta-feira, 10, no Museu de Arte do Rio (MAR), na capital fluminense. O evento da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio teve patrocínio da Prefeitura do Rio e da Secretaria Municipal de Educação, apoio da Zapt, patrocínio das trilhas por Claro Empresas e Insper, além de parceria da Play9.

Erros mais frequentes na adoção da IA

Em um painel dedicado ao assunto, Kakal Lima, head de Startups da AWS no Brasil, alertou que muitos fundadores ainda enxergam a IA como a base do negócio, quando deveria ser apenas uma ferramenta. A mesa contou também com Leonardo Paixão (cofundador e CRO da PX Data), Victor Zaban (cofundador da Shaped) e Vinicius Pantoja (CTO e cofundador da Proffer), sob mediação da repórter Rebecca Silva, da Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN).

Para Paixão, a falta de governança de dados compromete a medição de resultados e a geração de valor dos produtos. Zaban destacou que “hoje não dá para pensar em começar uma startup sem IA”, tanto para atrair investidores quanto para atender o cliente. Pantoja acrescentou que a tecnologia permite criar rapidamente, mas alertou que a pressa costuma resultar em soluções sem consistência nem mercado definido.

Arquitetura, dados e velocidade de desenvolvimento

Lima frisou que a escolha da arquitetura certa, flexível o suficiente para acompanhar o crescimento, é decisiva e nem sempre simples para quem quer implementar IA com rapidez. Paixão complementou que a combinação de dados públicos, sintéticos e de pesquisa de mercado ajuda na construção de agentes inteligentes. Já Pantoja observou que os ciclos de desenvolvimento se encurtaram: “o que levava seis meses agora leva duas semanas”.

IA nas edtechs: oportunidades e limites

Em outro debate, Alexandrine Brami, CEO e fundadora da Lingopass, afirmou que a IA “não é varinha mágica, é apenas uma pílula azul” que acelera processos, mas não garante eficácia nem substitui a comunicação não verbal, responsável por 87% da interação na educação. Hector Gusmão, CEO e fundador da 42Rio e da Bolder, reconheceu o poder da IA para massificar o ensino, mas alertou para a necessidade de manter profundidade e senso crítico. Rogério Tamassia, cofundador e diretor da Liga Ventures, apontou que o setor perdeu parte do espírito disruptivo, migrando para modelos B2B em busca de sustentabilidade financeira. A conversa foi mediada por Paulo Gratão, editor-assistente de PEGN.

Negócios de impacto nas favelas

No painel “Impacto em escala urbana”, Thiago Monsores, sócio e CMO do Carteiro Amigo, relatou a dificuldade de captar recursos para operações em comunidades, citando receio de investidores quanto à segurança. Marcus Vinicius Athayde, presidente global da Central Única das Favelas (Cufa), destacou que empreendedores precisam gerar lucro para sustentar iniciativas de impacto e anunciou o Fórum Global das Favelas, de 11 a 14 de dezembro, com representantes de mais de 70 países.

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A favela, reforçou Monsores, é vista cada vez mais como terreno fértil para inovação: moradores utilizam o salário formal como capital inicial e veem no empreendedorismo uma via de ascensão. Para Athayde, o poder público deve mapear problemas locais e apoiar soluções tecnológicas capazes de ganhar escala.

As discussões no Voices 2025 evidenciaram que a inteligência artificial já faz parte do alicerce de quem empreende no Brasil, mas o sucesso depende de governança, arquitetura adequada de dados e foco em necessidades reais de mercado.

Com informações de Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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