Novelas verticais ganham força, alcançam bilhões de visualizações e atraem grandes investimentos

A TV Globo estreou nesta semana sua primeira novela vertical, Tudo por Uma Segunda Chance, estrelada por Jade Picon, Débora Ozório e Daniel Rangel. O lançamento reforça um formato que já soma cifras expressivas nas redes sociais e abre novas frentes de receita.
Mercado em expansão
Levantamento da Media Partners Asia aponta que as produções curtas geraram US$ 1,4 bilhão em 2024, excluindo a China — país onde o formato despontou em 2020. A perspectiva global é de movimentar US$ 9,5 bilhões até 2030.
No Brasil, o aplicativo Kwai registrou 60 bilhões de visualizações em microdramas entre 2023 e 2024 e reúne 5 mil criadores focados nesse conteúdo. O TikTok não comentou o tema.
Além das plataformas de vídeos, apps dedicados, como ReelShort e DramaBox, somaram US$ 700 milhões em compras internas no primeiro trimestre de 2025, segundo o Valor Econômico.
Modelo de negócios
De acordo com especialistas, episódios de até três minutos com enredos “absurdos” mantêm a atenção do público e reduzem custos de produção, favorecendo criadores independentes. As visualizações são remuneradas pelas próprias plataformas, e marcas podem inserir produtos nas tramas ou patrocinar roteiros completos.
O Kwai cita campanhas de Maizena, Samsung, ELO, Skol, Cheetos, Tang, Honda e Coca-Cola. A empresa também testa licenciamento de direitos e busca investidores para ampliar a receita dos microdramas.
Entrada da TV Globo
Para João Finamor, professor da ESPM, a aposta da emissora comprova a consolidação do formato. Segundo o diretor artístico Adriano Melo, a novela global combina melodrama e thriller psicológico em capítulos lançados às terças-feiras, com audiência inicial entre 800 mil e 1 milhão de visualizações por episódio.
A Globoplay já anunciou Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário para dezembro e planeja outras dez produções em 2026.
Próximos passos
O Kwai pretende replicar, no Brasil, o ecossistema chinês, que entrega mais de 6 mil novelas verticais por ano, e intensifica parcerias com produtoras e roteiristas para branded content. A expectativa é que o segmento siga em crescimento acelerado, impulsionado por custos reduzidos, alta audiência e interesse de anunciantes.
Com informações de revistapegn.globo.com




