Startup de cosméticos sólidos alcança faturamento de R$ 30 milhões ao eliminar água e plástico das fórmulas

São Paulo – Fundada em 2018 pelos amigos Victor Lichtenberg e Andreia Ulson, a B.O.B (Bars Over Bottles) consolida-se no mercado de beleza limpa com a produção de shampoos, condicionadores e outros itens em barra, sem adição de água nem uso de embalagens plásticas. A estratégia rendeu faturamento de cerca de R$ 30 milhões em 2024.
Redução de impacto ambiental
Segundo Lichtenberg, retirar a água das formulações diminuiu aproximadamente 70 % da pegada de carbono em toda a cadeia produtiva. A ausência do líquido também dispensa conservantes sintéticos, permite embalagens de papel e corta custos logísticos por conta do menor peso e volume.
Fábrica no interior paulista
A produção ocorre em São Roque, no interior de São Paulo, com capacidade atual de cerca de 1 milhão de barras por ano. Desse total, 15 % segue para o exterior, mas as exportações respondem por quase 25 % da receita, impulsionadas pelo preço médio em dólar.
Presença internacional
Nos Estados Unidos, a B.O.B opera como marca digital direct to consumer a partir de uma subsidiária em Orlando. As vendas são concentradas na Amazon, que representa quase 90 % da operação naquele mercado, além do e-commerce próprio.
Público-alvo e recorrência
A base de consumidores é majoritariamente feminina, com idades entre 20 e 45 anos, residente em centros urbanos e interessada em sustentabilidade, veganismo e beleza limpa. De acordo com o cofundador, a maternidade estimula a adoção de produtos naturais e a empresa registra alta taxa de recompra após o segundo pedido.
Desafios de custo
Para dobrar o faturamento até 2026, a marca precisa superar entraves estruturais. Lichtenberg destaca o preço elevado de embalagens de papel em comparação às plásticas, ainda baratas apesar do impacto ambiental.
Mercado brasileiro
Dados da Euromonitor International apontam que o setor de beleza e cuidados pessoais movimentou R$ 173,4 bilhões no Brasil em 2024, tornando o país o terceiro maior mercado mundial, atrás de China e Estados Unidos. Mesmo assim, o executivo avalia que o custo dos produtos de clean beauty ainda limita a escala no território nacional.
Com informações de Revista PEGN




