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Giorgio Armani morre aos 91 anos e deixa legado bilionário na moda

O estilista italiano Giorgio Armani morreu na quinta-feira, 4 de setembro de 2025, aos 91 anos. A informação foi divulgada pela própria empresa nas redes sociais, que ressaltou que o criador da marca trabalhou até os últimos dias e faleceu “pacificamente, cercado por seus entes queridos”.

Armani construiu um grupo com faturamento anual estimado em cerca de R$ 65 bilhões e permaneceu presidente, CEO e diretor criativo até o fim da vida. A revista Forbes calcula sua fortuna pessoal em US$ 12,1 bilhões.

Da vitrine à passarela

Nascido em Piacenza, no norte da Itália, em 11 de julho de 1934, Armani iniciou faculdade de Medicina em Milão aos 16 anos, mas abandonou o curso três anos depois para servir ao exército. Após a dispensa, conseguiu emprego como vitrinista em uma loja de departamentos milanesa, porta de entrada para a carreira na moda.

Durante quase dez anos trabalhou ao lado do estilista Nino Cerruti. Em 1975, aos 41 anos, fundou a própria grife ao lado do companheiro e arquiteto Sergio Galeotti, que morreria em 1985. A empresa cresceu e hoje inclui linhas como Armani Privé, Emporio Armani e Armani Exchange, além de perfumes — destaque para o Acqua Di Giò —, produtos de beleza, peças de homewear e hotéis de luxo em Milão e Dubai.

Revolução na alfaiataria

Nos anos 1980, Armani apresentou o terno desconstruído: mais leve, sem forros rígidos e com caimento fluido. A proposta modernizou o traje formal e se tornou símbolo de elegância minimalista. Peças como o blazer Upton e o power suit feminino foram adotadas por executivos yuppies e celebridades de Hollywood.

O estilista também deixou marca no cinema, assinando figurinos icônicos, como o de Richard Gere em “Gigolô Americano” (1980) e o de Robert De Niro em “Os Intocáveis” (1987). Vestir estrelas em tapetes vermelhos passou a ser estratégia consolidada pela marca.

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Inovação e controvérsias

Armani foi pioneiro ao transmitir um desfile ao vivo pela internet em 2007, ainda na era pré-streaming. Um ano antes, em 2006, proibiu modelos com Índice de Massa Corpórea (IMC) inferior a 18 em suas apresentações, medida que dividiu opiniões ao abordar saúde e padrões de beleza na moda.

O estilista parte deixando um império global e um estilo que atravessou gerações, redefinindo a forma como homens e mulheres se vestem no ambiente profissional e no tapete vermelho.

Com informações de PEGN

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