Operação prende sócio da Camisaria Colombo por fraude de R$ 21 milhões

A Polícia Civil de São Paulo realizou na manhã desta quinta-feira (21/8) uma operação contra um esquema de fraude bancária que teria movimentado mais de R$ 21 milhões e ocultado patrimônio da massa falida da Camisaria Colombo, em recuperação judicial desde 2020.
Entre os alvos estão os irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, sócios da tradicional rede de moda masculina. Álvaro foi preso na capital paulista; Paulo não havia sido localizado até a publicação desta matéria.
Mandados e alvos
A ação, da Divisão de Crimes Cibernéticos do Deic, cumpre quatro mandados de prisão temporária. Além dos empresários, foram citados Bruno Gomes de Souza, representante da BS Capital, detido na operação, e Maurício Miwa, funcionário da mesma gestora, que permanece foragido.
A Justiça também expediu 12 mandados de busca e apreensão em imóveis na cidade de São Paulo, Birigui, Avaré (interior paulista) e Brasília.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, iniciada em dezembro de 2024 após denúncia do PagSeguro, o grupo se aproveitava de vulnerabilidades tecnológicas para criar créditos fictícios. Os valores eram distribuídos em várias contas bancárias; cerca de R$ 9 milhões foram transferidos entre 1º e 21 de outubro do ano passado para uma conta da BS Capital.
A suspeita é que o dinheiro seria usado para ocultar bens e valores, prejudicando credores da recuperação judicial da Camisaria Colombo.
Trajetória da empresa
Fundada em 1917 pelo imigrante libanês Aziz Jabur Maluf, a Colombo começou como uma loja de moda masculina no centro de São Paulo. O crescimento acelerou nos anos 1990, sob comando de Álvaro Maluf Júnior, com a abertura de unidades em shoppings e a oferta de peças a preços mais acessíveis.
No auge, em 2014, a rede chegou a 434 lojas em 26 estados. Para financiar a expansão, firmou parceria com o Gávea Investimentos, que deteve 49,1% do capital até 2019, quando a família retomou o controle total. Endividada, a empresa entrou em recuperação judicial no ano seguinte, com débito estimado em R$ 2 bilhões, e encerrou mais da metade de suas unidades.
As investigações atuais apontam que parte do patrimônio pode ter sido desviada para driblar a fiscalização e evitar o pagamento aos credores.
Com informações de revistapegn.globo.com




