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Perth Symphony Orchestra alcança superávit e anuncia Paula Rogers como nova presidente

A Perth Symphony Orchestra (PSO) registrou um superávit de AUD 151.432 em 2025, o primeiro resultado positivo desde 2021, e anunciou a empresária Paula Rogers como nova presidente do conselho.

A troca de liderança ocorre após um crescimento de 23 % na receita anual, que somou AUD 3,4 milhões. Ao longo de 2025, a orquestra sediada em Claremont alcançou 120 mil pessoas por meio de apresentações e programas comunitários em toda a Austrália Ocidental.

Transição no comando

Rogers sucede Phil Thick, que deixa o cargo após mais de sete anos. Ex-presidente-executiva do Committee for Perth e parceira de Thick, ela se torna a primeira mulher a presidir a entidade fundada em 2011 pela musicista Bourby Webster.

Para a diretora-executiva da PSO, Catherine Henwood, o resultado financeiro marca a consolidação de um modelo mais corporativo após o período de pandemia. “É o primeiro superávit em cerca de quatro anos, um momento importante para a companhia”, afirmou.

Diversificação de receitas

Com um aporte operacional anual de AUD 154.125 do governo estadual (equivalente a 4 % da receita total), a orquestra intensificou a busca por outras fontes de financiamento:

  • 40 % – venda de ingressos e cachês de apresentações;
  • 17 % – doações filantrópicas, destacando-se Minderoo Foundation e Wright Burt Foundation;
  • 17 % – subsídios federais e estaduais;
  • 12 % – parcerias corporativas;
  • 10 % – doações individuais.

Entre as iniciativas que ampliaram a visibilidade da PSO estão as séries Reimagined, Electric Symphony no QV1 e WA Stories. No interior, o programa Green Shoots Moora envolveu mais de 2.300 participantes, gerou impacto econômico estimado em AUD 233.900 e resultou na criação de 10 novos conjuntos comunitários.

Segundo Henwood, a diversificação criou um modelo “repetível” que combina ambição artística e disciplina comercial. A orquestra calcula que cada dólar de apoio operacional gera AUD 20 em atividade criativa.

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Papel estratégico

Rogers, também presidente independente do Queen Elizabeth II Precinct Leadership Group, avalia que projetos como Electric Symphony, que reuniu 2.500 pessoas no centro de Perth, reforçam a identidade cultural da cidade. “Acho que organizações como a Perth Symphony ativam e acentuam nossa ‘perthidade’ e nossa essência da Austrália Ocidental”, disse.

Henwood destacou que a rede de contatos da nova presidente nos setores empresarial, filantrópico e comunitário deve apoiar a próxima fase de crescimento, baseada em parcerias. Um dos focos é a continuidade da série WA Stories, produzida em colaboração com o WA Museum Boola Bardip sob direção criativa de Fiona Campbell.

Com a nova liderança e o desempenho financeiro positivo, a PSO pretende expandir projetos que unam impacto social e sustentabilidade de longo prazo.

Com informações de Business News

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