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Proteína domina lançamentos da NaturalTech e ganha fôlego com popularidade de canetas emagrecedoras

São Paulo (SP) – A proteína assumiu o centro das atenções na NaturalTech, feira de alimentação saudável que ocorre nesta semana na capital paulista. Dos cerca de 800 expositores — 15% a mais que em 2025 — entre 30% e 40% passaram a incluir o ingrediente em suas formulações, segundo a organização. A expectativa é movimentar R$ 6 bilhões em negócios, embalada por mais de 1,5 mil lançamentos.

Rótulos enxutos, baixo teor de açúcar e sódio e apelo de conveniência reforçam o movimento. Para Valeska Ciré, head de portfólio da Francal, promotora do evento, o consumidor busca “bem-estar, boa forma e praticidade”, fatores que colocaram a proteína “em praticamente tudo”.

Novidades de mercado

A Moving apostou na tendência ao lançar o Hydro Protein PRO em pó, versão isotônica proteica, além dos sabores Pink Lemonade e Tropical da linha Energy Pro. O produto combina proteína, creatina e eletrólitos, mirando corredores, praticantes de beach tênis e pontos de venda por impulso como checkouts e farmácias. A empresa calcula receita de aproximadamente R$ 30 milhões com a novidade.

No cenário internacional, o mercado de bem-estar dobrou desde 2013 e avançou 7,9% entre 2023 e 2024, alcançando US$ 6,8 trilhões, de acordo com o Global Wellness Institute. O segmento de comida saudável, nutrição e perda de peso respondeu por US$ 1,14 bilhão em 2024.

Efeito GLP-1

A difusão de medicamentos injetáveis à base de GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e WeGovy, também impulsiona a inclusão de proteínas nos produtos. O Conselho Federal de Farmácia calcula que as vendas dessas “canetas emagrecedoras” movimentaram R$ 1,6 bilhão em 2025, alta de 88% em relação a 2024. “Elas aceleraram uma tendência que já vinha ganhando força nos últimos seis a doze meses”, avalia Ciré.

De olho nesse público, a Pinc apresentou barras de proteína “GLP-1 friendly”, desenvolvidas para aumentar a saciedade, estabilizar a glicemia e oferecer conforto digestivo durante tratamentos de emagrecimento. O CEO e cofundador, Eduardo Rech, projeta incremento de 30% na receita da companhia, que faturou R$ 21 milhões no ano passado.

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A Leve Croc, criada há 26 anos por Jacqueline Royer, lançou uma linha de snacks proteicos sem glúten e sem lactose, voltada a consumidores com restrições alimentares e usuários de canetas emagrecedoras. A expectativa é alcançar R$ 1,7 milhão em vendas com a novidade.

Perspectivas

Para Valeska Ciré, ainda há espaço para crescimento de categorias além das proteínas. “Certamente veremos outros ingredientes ganhando relevância, ligados a conveniência, praticidade, saúde e longevidade”, afirma.

Com a proteína consolidada como principal estrela dos estandes, a NaturalTech confirma o apetite do setor por produtos que conciliem funcionalidade, sabor e rapidez — um cardápio cada vez mais alinhado aos novos hábitos de consumo.

Com informações de revista PEGN

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