Beyond the Bytes atrela pagamento a desempenho e prevê corte de R$ 20 milhões em custos dos clientes até 2026

A Beyond the Bytes, consultoria de tecnologia instalada no bairro de Pinheiros, em São Paulo, adotou um novo modelo de aceleração de negócios que une agentes autônomos de inteligência artificial à remuneração totalmente condicionada à redução de despesas dos clientes. A empresa projeta alcançar uma economia acumulada de R$ 20 milhões em operações atendidas até dezembro de 2026.
Pelo formato comercial proposto, não há cobrança inicial. A consultoria assume o risco e apenas recebe quando a economia se concretiza, proporcional ao valor poupado. “Nosso faturamento só existe se o cliente poupar recursos”, afirma o CEO e cofundador Luca Dillenburg.
Automação de ponta a ponta
Na prática, a Beyond the Bytes desenvolve agentes de IA capazes de assumir fluxos operacionais inteiros, retirando do time humano tarefas repetitivas e de baixo valor agregado. O objetivo é liberar as equipes para funções estratégicas e, com isso, aumentar as margens de lucro dos negócios atendidos.
A companhia ressalta que a adoção correta de IA vai além de disponibilizar ferramentas isoladas para cada colaborador; trata-se de redesenhar processos completos. Segundo Dillenburg, “evoluir é repensar todo o fluxo, automatizar o que é operacional e manter as pessoas no que realmente move a empresa”.
Público-alvo
A consultoria volta-se a empresas do middle market que mantêm estruturas administrativas extensas e alta dependência de procedimentos manuais. Nesse segmento, os agentes de IA têm maior potencial para gerar resultados rápidos e mensuráveis, avalia a Beyond the Bytes.
Meta agressiva e processo em três etapas
A estimativa de R$ 20 milhões em economia reflete também a receita prevista pela própria consultoria, já que o faturamento depende diretamente do ganho entregue aos clientes. Para sustentar esse plano, a empresa opera um ciclo de inovação dividido em três fases — Discover, Deliver e Grow — que cobre desde a concepção da solução até sua evolução contínua.
Fundada como software house, a Beyond the Bytes já desenvolveu projetos para instituições como Universidade de São Paulo, Institut Pasteur, CM Capital e Feira Superpet. Nos próximos meses, a meta é ampliar a carteira de empresas atendidas sob o modelo de remuneração por performance e seguir monitorando, caso a caso, o impacto financeiro gerado pela automação.
Com informações de revista PEGN




