Primeiro dia da NRF 2026 destaca nova fase da inteligência artificial, papel das pessoas e força do omnichannel

A NRF 2026: Retail’s Big Show teve início no domingo, 11 de janeiro, em Nova York (EUA), reunindo cerca de 40 mil visitantes, entre eles 2,5 mil brasileiros. A maior feira de varejo do mundo abriu a programação com debates sobre inteligência artificial (IA), capital humano e estratégias omnichannel.
Pela primeira vez, o evento incluiu um palco exclusivo para IA. Executivos da LVMH, PwC e Louis Vuitton frisaram que a tecnologia deve ser onipresente, porém invisível ao consumidor, fortalecendo equipes de vendas, criação e tomada de decisão.
A discussão ganhou força na apresentação conjunta de John Furner, CEO do Walmart, e Sundar Pichai, CEO do Google. Segundo Lyana Bittencourt, CEO do Grupo Bittencourt, o encontro marcou a passagem da IA de ferramenta complementar para infraestrutura essencial do varejo.
Juarez Leão, CEO da Leão Group, observou que o momento é de maturidade: o setor deixou de buscar novidades espetaculares e agora cobra escalabilidade e resultados concretos. “A pergunta não é mais se a empresa usa IA, e sim se ela impacta quem importa, do jeito certo e de forma mensurável”, resumiu.
Mais tecnologia, mais valor humano
Apesar do foco em inovação, participantes reforçaram a importância das pessoas. Para Denis Santini, CEO da CommUnit, quanto mais processos são automatizados, maior é o peso da humanização na preferência do cliente. Ele aconselha fazer o básico com excelência, cuidar de quem atende o público e treinar equipes para resolver problemas.
Leão acrescentou que a diferenciação acontece quando o varejo preserva o elemento humano, oferecendo experiências sensoriais nas lojas físicas e jornadas digitais contextualizadas.
Omnicanalidade mantém relevância das lojas físicas
A integração entre canais físicos e digitais permaneceu no centro das discussões. Tom Moreira Leite, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), destacou que o consumidor já age de forma híbrida, e o aplicativo da marca integrado à loja física se mostra eficaz para aquisição, fidelização e recorrência.
O valor da loja depende de função clara no negócio, modelo replicável e impacto direto nos resultados, comentou Bittencourt. Já Santini lembrou que a compra é um ato social: mesmo diante da digitalização, muitas decisões acontecem presencialmente, sustentadas por confiança e empatia.
Na avaliação dos especialistas, o varejo que alinha canais físicos e digitais deixa de reagir às mudanças do mercado para influenciar o cenário competitivo.
Com informações de revista PEGN




