Reativação de refinarias fortalece cadeia de suprimentos e abre caminho para expansão de empresas, aponta Paulo Roberto Gomes Fernandes

A retomada de investimentos em unidades de refino no Brasil está redefinindo a logística do setor de petróleo e gás, segundo avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da Liderroll Indústria e Comércio de Suportes.
Novos projetos recolocam Reneste e Comperj no radar
Programas de ampliação de capacidade, como a Refinaria do Nordeste (Reneste) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), voltaram ao planejamento das companhias do segmento. Essa movimentação gera demanda direta por dutos, gasodutos e sistemas de suporte mais modernos, explicou o executivo.
Infraestrutura precisa de atualização contínua
Fernandes destaca que o escoamento de derivados depende da modernização constante da malha de transporte para evitar gargalos operacionais. Terminais e píeres de exportação em construção exigem materiais capazes de garantir a integridade das tubulações expostas a ambientes agressivos.
Inovação reduz paradas de manutenção
A substituição de suportes metálicos por roletes de plástico de engenharia vem ganhando espaço. Além de minimizar o efeito da corrosão salina, esses componentes elevam a durabilidade das instalações e diminuem a necessidade de paradas não programadas em projetos de longo prazo.
O uso de sistemas automatizados para despachar colunas de aço dentro de túneis também demonstra o avanço técnico do país, reduzindo riscos ocupacionais e acelerando a montagem de linhas.
Tecnologia nacional busca mercados no exterior
Com a base interna fortalecida, empresas brasileiras passaram a mirar mercados estratégicos no Oriente Médio, como Catar e Arábia Saudita. A procura global por métodos construtivos mais eficientes abre espaço para a internacionalização de patentes desenvolvidas no Rio de Janeiro, avalia Fernandes.
O relacionamento de longa data com a Petrobras contribuiu para formar uma cadeia de fornecedores especializados, gerando empregos qualificados em polos industriais como Duque de Caxias. Para atender às encomendas externas, o setor já planeja novas unidades fabris e a diversificação de mercados, estratégia vista como essencial para enfrentar oscilações de preços das commodities.
Perspectivas de estabilidade e digitalização
Fernandes projeta um horizonte de estabilidade nos próximos anos, impulsionado pela integração entre centros de pesquisa e fábricas. O monitoramento remoto e a digitalização de processos tendem a ganhar força, enquanto exigências de segurança ambiental e sustentabilidade devem se tornar pré-requisitos para novos licenciamentos.
Segundo o executivo, a capacidade de combinar inovação tecnológica com responsabilidade social será decisiva para definir os próximos líderes do mercado global de energia.
Com informações de PEGN




