Profissional de RH faz da restauração de bolsas Coach vintage uma fonte de renda extra

Jonathan Adona, 32 anos, morador do Brooklyn, nos Estados Unidos, transformou um hobby recém-descoberto em 2024 em um negócio paralelo que já soma mais de 30 vendas. O profissional de recursos humanos passou a comprar bolsas vintage da Coach, restaurá-las e revendê-las para colecionadores e admiradores da marca.
Interesse nasceu nas redes sociais
O interesse começou no fim de 2024, quando Adona se deparou no TikTok com vídeos de criadores que recuperam bolsas antigas adquiridas em brechós por cerca de US$ 20 (R$ 105,40). Empolgado, decidiu repetir o processo em casa. A relação com a Coach, porém, vinha de antes: em 2022 ele havia comprado sua primeira peça, uma bolsa pequena para câmera, e ganhou depois o modelo Lana, que reforçou seu apreço pelo design vintage da grife.
Lesão abriu espaço para o novo projeto
Em março de 2025, uma lesão o afastou das corridas e liberou tempo para explorar feiras de antiguidades, pesquisar a história da marca e testar técnicas de restauração. Atualmente, ele mantém cerca de 45 bolsas Coach — número que já chegou a quase 60 — alternando entre peças modernas e clássicas.
Venda de peças paradas virou estratégia
Adona faz questão de usar cada bolsa em seu cotidiano. Se um modelo fica guardado por mais de um mês, ele coloca à venda. “Acredito que as bolsas devem ser usadas, não apenas exibidas”, afirmou ao Business Insider.
O profissional compra itens usados, aplica processos de limpeza e tratamento do couro e depois anuncia em plataformas como Instagram. Um exemplo foi a Coach Pocket Zip Ergo 9033, cor mogno, fabricada em 1997: adquirida no Facebook Marketplace por menos de US$ 100 (R$ 527,00), foi revendida por US$ 380 (R$ 2.002,60).
Preços e reinvestimento
Modelos novos da Coach custam entre US$ 95 (R$ 500,65) e US$ 695 (R$ 3.662,65), enquanto peças exclusivas podem chegar a US$ 10 mil (R$ 52,7 mil). No mercado de segunda mão, exemplares vintage ultrapassam US$ 3 mil (R$ 15,8 mil). Mesmo assim, Adona prefere praticar valores abaixo da média para manter as bolsas “acessíveis” e reinveste todo o lucro na aquisição de novos itens.
Até agora, ele já comercializou mais de 30 unidades restauradas. O objetivo não é montar uma coleção interminável, mas equilibrar o guarda-roupa com peças que realmente usa, garantindo que cada bolsa ganhe nova vida nas mãos de outros entusiastas.
Com informações de Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios



