Liquidação do Will Bank congela contas MEI; veja como proceder

O Banco Central do Brasil (BC) decretou em 21 de janeiro a liquidação extrajudicial do Will Bank, plataforma digital do Banco Master. A decisão, motivada pela deterioração financeira da instituição, suspendeu imediatamente todos os serviços oferecidos aos clientes.
Movimentação bloqueada
Com a medida, microempreendedores individuais (MEIs) que mantinham conta comercial no Will Bank perderam, de forma temporária, o acesso aos recursos. Saldo em conta, transferências, pagamentos e operações via Pix estão indisponíveis até que o liquidante nomeado pelo BC conclua as primeiras etapas do processo.
Primeiros passos do empreendedor
Especialistas ouvidos pela reportagem recomendam que o MEI abra o quanto antes uma nova conta jurídica em outro banco para manter o recebimento de clientes e o pagamento de fornecedores, tributos e outras despesas operacionais, evitando a paralisação das atividades.
Garantia de ressarcimento
Valores em conta corrente e aplicações, como CDBs, são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CNPJ. Caso o empresário também possua conta pessoal no Will Bank, o teto é duplicado, alcançando R$ 500 mil somando os dois perfis.
Documentação necessária
Para solicitar a restituição, o MEI deve reunir:
- extratos bancários recentes;
- comprovante do saldo no dia da liquidação (print ou PDF);
- contrato de abertura da conta PJ e termos de investimentos;
- documentos da empresa, como CNPJ ativo e certificado de MEI;
- comunicações oficiais enviadas pelo banco.
Fluxo de caixa sem o dinheiro bloqueado
Advogados alertam que o valor congelado não deve ser incluído no planejamento financeiro até a liberação oficial, evitando atrasos e multas decorrentes de uma previsão de caixa irreal.
Dívidas continuam válidas
Empréstimos, parcelamentos e faturas de cartão PJ seguem vigentes. Enquanto os canais de pagamento do Will Bank estiverem fora do ar, o MEI deve guardar provas das tentativas de quitação e aguardar instruções do liquidante para evitar a negativação do CNPJ.
Risco de restrições
Mesmo que falhas operacionais possam gerar registros indevidos em órgãos de proteção ao crédito, manter todos os comprovantes facilita a contestação de eventuais cobranças e restrições.
O processo de liquidação ainda não tem prazo definido para conclusão. Até lá, a recomendação é preservar a documentação, acompanhar comunicados do Banco Central e do liquidante e honrar compromissos financeiros por meio de canais alternativos.
Com informações de revistapegn.globo.com




