Alta nos custos de anúncios digitais em 2026 faz empresas revisarem estratégias de vendas

O mercado de publicidade online se prepara para um novo aumento de despesas a partir de 1.º de janeiro de 2026. Nessa data, a Meta — controladora de Facebook e Instagram — deixará de arcar internamente com PIS/Cofins (9,25%) e ISS (2,9%), repassando os tributos diretamente aos anunciantes brasileiros. O ajuste deve elevar em cerca de 12,15% o valor final das campanhas e impactar, de imediato, a quantidade de impressões, cliques e conversões entregue pelos mesmos orçamentos.
Concorrência e tributação pressionam orçamentos
Relatórios de mercado, incluindo estudos do Google e de consultorias globais de marketing digital, indicam que o custo médio de aquisição de clientes por anúncios pagos vem crescendo de forma contínua nos últimos cinco anos. Em segmentos como varejo online e serviços, a alta ultrapassa dois dígitos ao ano, tendência reforçada pela maior concorrência e por mudanças nos modelos de monetização das big techs.
Com o repasse fiscal anunciado pela Meta, analistas estimam que o custo por clique (CPC) e o custo por aquisição (CPA) subirão ainda mais, reduzindo a margem de lucro de empresas que dependem exclusivamente de tráfego pago.
Dependência de anúncios vira risco financeiro
Para Felipe Moreno, especialista em SEO eleito melhor profissional da área no Brasil pelo Agency Club Awards 2025, o problema central não é o uso de anúncios, mas a dependência total deles. “Quando todo o crescimento se apoia apenas em mídia paga, qualquer mudança de regra ou aumento de concorrência afeta o caixa da empresa”, afirma.
Segundo o profissional, o cenário motivou muitas organizações a revisar suas estratégias digitais e a buscar alternativas de geração de demanda mais sustentáveis. Entre as principais apostas está a otimização para mecanismos de busca (SEO), que permite desenvolver ativos digitais de longo prazo, como autoridade de domínio e conteúdo orgânico, sem custos diretos por clique.
SEO ganha relevância em meio à alta de custos
Levantamentos de plataformas como Semrush e HubSpot revelam que empresas com forte presença orgânica conseguem reduzir significativamente o custo de aquisição de clientes e manter maior previsibilidade de vendas, mesmo em períodos de instabilidade econômica. Para Felipe Moreno, combinar tráfego pago com SEO torna a operação mais resiliente. “O erro é concentrar todos os recursos em um único canal”, destaca.
Com a aproximação de 2026 e a confirmação do repasse tributário pela Meta, a recomendação de especialistas é planejar o orçamento com antecedência, diversificar canais de captação de clientes e reforçar iniciativas de tráfego orgânico para mitigar a pressão sobre as verbas de mídia paga.
Com informações de revista PEGN




