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Post viral impulsiona pedidos de bolos “absurdos” e faz confeitaria de São Paulo dobrar a procura

Um tuíte publicado na madrugada de segunda-feira (24/11) levou a confeiteira paulistana Fátima Durães, 56 anos, proprietária da Fátima Festas, a ganhar visibilidade nacional em poucas horas. A postagem, que elogia a profissional por aceitar encomendas consideradas “absurdas” sem julgar a clientela, ultrapassou 1,9 milhão de visualizações e motivou uma enxurrada de novos pedidos.

Demanda dispara após a viralização

Até então com cerca de 3 mil seguidores no Instagram, o perfil administrado pela filha de Fátima saltou para mais de 4 mil fãs entre a madrugada e o início da manhã de segunda. “Do nada tinha um monte de comentário no Twitter”, contou a confeiteira. Desde a publicação, dezenas de mensagens pedem orçamentos para bolos personalizados, aumentando significativamente a carga de trabalho.

Bolos fora do comum, ideia dos clientes

Embora tenha ganhado fama pelos designs inusitados, Fátima afirma que não planejou esse diferencial. “Quem define o tom são os clientes. Eles mandam as fotos e eu faço”, explicou. Entre os pedidos já concluídos aparecem memes, personagens de desenhos animados, figuras políticas e cenas humorísticas que circulam na internet.

Da faxina ao negócio próprio

Cozinhar sempre foi parte da vida da empreendedora, criada em uma família que mantinha a tradição de preparar bolos para cada ocasião. Órfã de mãe aos nove anos, ela passou a observar as tias na cozinha. Aos 15, começou a pedir receitas e a testar em casa. Antes de empreender em tempo integral, trabalhou vendendo salgados para lanchonetes e, depois, com serviços de faxina.

A profissionalização veio em 2018, quando concluiu cursos de confeitaria e passou a aceitar encomendas. O ponto de virada ocorreu em 2020: com festas presenciais suspensas pela pandemia, Fátima lançou kits para pequenas comemorações domiciliares, somando bolo, doces e salgados. A estratégia acelerou a demanda e consolidou os bolos temáticos como marca registrada do negócio.

Estrutura e faturamento

Atualmente, a confeitaria funciona em uma cozinha ampliada nos fundos da casa da empresária, na zona norte de São Paulo. A equipe fixa reúne duas auxiliares, com reforços extras nos dias de pico. A produção semanal varia de 20 a 25 bolos, concentrada entre sextas e domingos; em um sábado, Fátima já entregou 15 unidades.

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Os preços partem de R$ 103 o quilo, e a maioria dos bolos ultrapassa 1,3 kg. Doces e salgados são vendidos a R$ 107 o cento, incluindo brigadeiros, coxinhas e empadas. Segundo a empreendedora, o faturamento mensal gira em torno de R$ 12 mil.

Próximos passos

A divulgação do negócio sempre foi baseada em indicações de clientes e postagens espontâneas no Instagram. Com a repercussão do tuíte, Fátima procura agora ajustar a operação para atender ao aumento de procura. “Do nada, tudo aumentou. Vamos ver no que vai dar”, resumiu.

Com informações de Revista PEGN

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