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Empresas são pressionadas a profissionalizar a alta liderança para enfrentar ritmo acelerado de mudanças

O ambiente corporativo vive uma sequência de transformações que exige líderes mais preparados e próximos de suas equipes. Levantamento PwC Global Hopes and Fears 2024 indica que 62% dos trabalhadores no mundo — e 67% no Brasil — sentem que o ritmo das mudanças aumentou nos últimos 12 meses. Diante desse cenário, especialistas da PwC e da KPMG defendem que a profissionalização da alta liderança deixou de ser opcional e passou a ser fator de sobrevivência para companhias de todos os portes, inclusive familiares.

Pressão por resultados e cultura de inovação

Segundo Camila Cinquetti, sócia e líder de workforce da PwC Brasil, a permanência de um negócio competitivo “está nas mãos dos líderes”. Ela destaca que as organizações entrarão em ciclos constantes de reinvenção, fortalecendo a cultura de inovação e de colaboração. “Os líderes precisam ajudar suas equipes a se adaptar às mudanças e servir de exemplo de autorresiliência”, afirma.

A falta de profissionais qualificados para comandar times afeta eficiência operacional, participação de mercado e resultados financeiros, aponta a consultora. Sem bons líderes, empresas podem perder vantagens competitivas por deixar de inovar ou rever estratégias com profundidade.

Paradoxos da liderança moderna

Estudo da PwC reunido no artigo Beyond Digital detalha competências hoje indispensáveis para quem ocupa cargos de comando:

  • Visão de longo prazo aliada à capacidade de decisões operacionais rápidas;
  • Clareza de propósito, preservando o que gera valor sem descartar a inovação;
  • Coragem para assumir riscos e aceitar falhas, estimulando que o time faça o mesmo;
  • Humildade para reconhecer limitações pessoais e valorizar conhecimentos multidisciplinares;
  • Uso da tecnologia como facilitadora, sem perder o foco nas pessoas;
  • Habilidade de criar parcerias, negociar e manter relações de confiança;
  • Olhar global e capacidade de trabalho com equipes distribuídas em diferentes regiões.

Formação contínua e bem-estar

Para colocar esses requisitos em prática, empresas são orientadas a investir em programas formais de capacitação. Graduação, pós-graduação, MBAs, mentorias, coaching, Planos de Desenvolvimento Individual (PDI) e programas de trainee estão entre as opções mais citadas.

Essas iniciativas contribuem para aprimorar comunicação, escuta ativa, empatia, visão estratégica, delegação de tarefas e promoção da autonomia entre colaboradores. Também estimulam o desenvolvimento contínuo, característica vista como essencial para que o líder acompanhe o ritmo das mudanças.

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Camila Pádua, sócia-líder de consultoria em Capital Humano da KPMG, acrescenta que liderar “é a oportunidade de gerar valor a colaboradores, familiares, clientes e sociedade”. Para ela, além do aprendizado técnico, o gestor deve dedicar tempo a autoconhecimento, autocuidado e bem-estar. “Líderes que cuidam de si cuidam melhor de suas equipes e negócios”, observa.

O recado dos especialistas é claro: na ausência de uma liderança definida ou quando o gestor não consegue inspirar e gerenciar o time, acende-se o sinal amarelo. Investir na profissionalização tornou-se etapa decisiva para sustentar resultados, manter a competitividade e responder rapidamente às mudanças impostas pelo mercado.

Com informações de revista PEGN

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