Bares de SP intensificam transparência após casos de metanol, afirma Abrasel

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo (Abrasel SP) passou a orientar os estabelecimentos a reforçar o diálogo com os frequentadores depois do surgimento de suspeitas de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol na capital paulista.
Segundo o diretor da entidade, Gabriel Pinheiro, a confiança do consumidor deve ser preservada com informações claras. “Quem procura um bar quer relaxar, não investigar”, disse. Alguns proprietários chegaram a mostrar notas fiscais das bebidas aos clientes no ato do pedido para demonstrar a procedência dos produtos.
Recomendação do Ministério da Saúde
Na última quinta-feira (2/10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aconselhou a população a evitar destilados, especialmente os incolores, quando não houver total certeza da origem. Em 30/9, ele solicitou que profissionais de saúde de todo o país informem imediatamente ao Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) qualquer suspeita de intoxicação por metanol.
Até agora, foram notificados 48 casos em três unidades da federação: São Paulo, Pernambuco e, nesta quinta, Brasília, onde o rapper Hungria foi atendido.
Impacto no setor
Pinheiro reconhece a gravidade, mas pede discernimento. “É preciso separar o joio do trigo. São ocorrências pontuais, não um problema generalizado”, afirmou. Ele acrescentou que ainda é cedo para medir o prejuízo econômico, lembrando que bares e restaurantes vinham se recuperando dos efeitos da pandemia.
Medidas adotadas
A Abrasel SP promove treinamentos on-line sobre boas práticas na compra, armazenamento e descarte de bebidas. As recomendações incluem verificação de fornecedores homologados, inspeção no recebimento da mercadoria e descarte correto de garrafas para evitar reutilização por falsificadores.
Entre os sinais de adulteração listados pela entidade estão:
- garrafas com aparência de reutilização;
- presença de sedimentos fora do padrão;
- rótulos sem alto-relevo;
- ausência do som característico ao abrir a tampa;
- irregularidades no selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
“O garçom é o último elo entre o produto e o cliente; por isso precisa estar preparado para responder a qualquer dúvida”, concluiu Pinheiro.
Com informações de revistapegn.globo.com




