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De empréstimo de R$ 15 mil a receita anual de R$ 56 milhões: a trajetória da Amiste Café

Os irmãos paranaenses André e Daniel Malamud converteram um empréstimo familiar de R$ 15 mil, destinado à compra de máquinas de café, numa rede franqueada que hoje fatura R$ 56 milhões por ano. Fundada em 2001, em Londrina (PR), a Amiste Café deu os primeiros passos quando os sócios tinham apenas 18 e 20 anos.

Começo informal e primeiro salto

Inicialmente, a operação funcionava de forma paralela à faculdade e a outros empregos dos fundadores. A dupla cuidava de todo o processo: vendas, manutenção e assistência técnica de três tipos de equipamentos – café expresso, multibebidas e café coado. Em 2005, o negócio ganhou prioridade e mudou-se para os fundos de uma loja de roupas da mãe, onde ganhou espaço para estoque e administração.

Expansão dentro do Paraná

Com a carteira de clientes consolidada em Londrina, a empresa abriu, em 2010, uma segunda unidade própria em Maringá (PR). Três anos depois, adotou o sistema de franquias para ampliar presença nacional mantendo o padrão de serviço.

Estrutura atual

Atualmente, a Amiste Café conta com 25 operações – somando lojas próprias e franqueadas – espalhadas pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O modelo de negócio mistura duas fontes principais de receita: 40% vêm do aluguel de máquinas de café a escritórios, hotéis, indústrias, restaurantes e cafeterias; os outros 60% provêm da venda de insumos, como cafés, xaropes e caldas, totalizando cerca de 40 SKUs.

Cada unidade mantém uma loja física que funciona como showroom e ponto de venda para consumidores finais, segmento que responde por aproximadamente 5% do faturamento geral.

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Novo formato e metas

Para acelerar a expansão, a marca lançou neste ano uma microfranquia home based, voltada a municípios a partir de 50 mil habitantes. O investimento inicial é de R$ 90 mil, bem abaixo dos cerca de R$ 700 mil exigidos pelo formato tradicional, direcionado a grandes cidades.

A companhia pretende encerrar o ano com 40 unidades e, em 2026, chegar às regiões Norte e Nordeste, priorizando capitais como Salvador, Recife, Maceió, Fortaleza e Natal. Após registrar R$ 56 milhões em 2025, a expectativa é alcançar R$ 80 milhões de faturamento no período atual.

Com informações de Revista PEGN

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