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Ex-engenheiro eletronicista transforma sal do Himalaia em negócio de R$ 1,6 mil por peça

Depois de 15 anos no mercado corporativo, o técnico em engenharia eletrônica Paulo Goura trocou a carreira pela fabricação de luminárias de sal do Himalaia. À frente da marca Reza Mundo, fundada em 2014, ele comercializa cerca de 1,5 mil unidades ao ano e participa da Feira do Empreendedor 2025, promovida pelo Sebrae-SP entre 15 e 18 de outubro, em São Paulo.

O primeiro contato com o produto ocorreu em uma ecovila em Paraty (RJ), onde Goura participava de um projeto de autossustentabilidade e espiritualidade. Encantado pelas peças, decidiu investir aproximadamente R$ 100 mil na compra de um contêiner de blocos de sal importados do Paquistão, país responsável pela extração da matéria-prima.

Produção artesanal em duas etapas

Em solo paquistanês, artesãos moldam o sal, abrem espaço para a lâmpada e inserem uma base de madeira. Já no Brasil, a Reza Mundo conclui a parte elétrica, instalando lâmpadas de 15 W semelhantes às usadas em refrigeradores. Segundo o empresário, o consumo mensal de energia é de cerca de R$ 3 por unidade.

O sal absorve a umidade do ambiente; quando a luminária é ligada, o calor faz a água evaporar, evitando que a peça derreta. Por esse motivo, elas precisam permanecer acesas 24 horas ou, se desligadas, ser armazenadas em local seco. A característica levou Goura a rever o modelo inicial de negócios: centros holísticos e revendedores desligavam as luminárias após o expediente, o que provocava escorrimento de sal.

Vendas em feiras e canais digitais

Hoje, o foco são clientes finais, atendidos principalmente em feiras e eventos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco. Há ainda vendas via redes sociais e e-commerce próprio, que respondem por cerca de quatro unidades mensais, além de até 20 pedidos por WhatsApp. A maioria dos compradores online já conhece a marca.

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Preços variam conforme o peso

No site, os modelos partem de 1 kg, por R$ 210, e chegam a 35 kg, por R$ 1.650. Peças de até 60 kg também são produzidas; em média, três dessas são vendidas por ano.

Com a operação consolidada em eventos e um calendário regular de feiras, Goura mantém a meta de continuar crescendo sem depender de um ponto físico fixo.

Com informações de revistapegn.globo.com

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