Piccadilly investe em tecnologia para chegar a R$ 1 bilhão de faturamento até 2028

Aos 70 anos, a gaúcha Piccadilly traçou a meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028. A fabricante de calçados femininos, sediada em Igrejinha (RS), prevê encerrar o ano com receita de R$ 680 milhões e projeta crescimento de 16% já no próximo exercício, segundo Ana Carolina Grings, 49 anos, vice-presidente e diretora de produção.
Pesquisa, desenvolvimento e produtos funcionais
O caminho para atingir o objetivo passa por reforçar o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Entre as inovações recentes estão a linha Calce Fácil, que permite calçar sem necessidade de se abaixar, e a versão Maxi, única no país com certificação da Anvisa para sapato funcional. O modelo utiliza manta de biofibra que converte calor corporal em raios infravermelhos longos, estimulando a circulação e prevenindo inchaços, varizes e dores.
Marshmallow lidera vendas desde 2021
Durante a pandemia, a empresa lançou o chinelo Marshmallow, feito de EVA 100% reciclável, ultraleve e colorido. A linha tornou-se a mais vendida da marca e recebe novas variações a cada seis meses. A estratégia de colaborações também ganhou força: depois da parceria com Barbie em 2023, vieram edições com Ursinhos Carinhosos e Smurfs, iniciativas que ajudaram a atrair consumidores de diferentes faixas etárias.
Escala global sem adaptações
Com 2,2 mil colaboradores, a indústria produz 35 mil pares por dia — mais de 8 milhões ao ano — e exporta 35% desse volume para mais de 100 países na América Latina, Ásia e Oriente Médio, sem alterações nos modelos vendidos no Brasil. A rede de distribuição inclui 50 lojas exclusivas e mais de 14 mil pontos de venda no território nacional.
Atualização do sistema de gestão
Há dois meses, a companhia iniciou a implantação do SAP S/4HANA for Fashion, plataforma que integrará finanças, logística, controladoria, planejamento e vendas. A expectativa é reduzir tempo de produção e ampliar a rastreabilidade dos produtos, requisito valorizado por clientes asiáticos e do Oriente Médio.
Liderança feminina e foco em ESG
Mulheres representam 60% do efetivo, 37% dos cargos de liderança e 58% da diretoria. A família Grings afirma que pretende elevar esses índices ao mesmo tempo em que avança em iniciativas de governança ambiental, social e corporativa. Para Ana Carolina Grings, investir em relacionamento com clientes e colaboradores será decisivo para sustentar o crescimento previsto até 2028.
Com informações de revistapegn.globo.com



