Renovação do IPI reduzido, sonho de consumo

           Por intermédio de uma decisão do governo federal, via Ministério da Fazenda, para conter a crise, o setor do varejo comemora neste ano um melhor desempenho nas vendas de eletrodomésticos, da chamada linha branca, com a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados para geladeiras, máquina de lavar, tanquinho e fogão. Esta previsto para o dia 31 de outubro, neste sábado, o fim deste incentivo fiscal, que já teve prorrogação uma vez. Não está descartada, entretanto, que o mesmo continue a vigorar, atrelando-se a uma espécie de pacto, no qual os empresários assumirão compromissos de fazerem  promoções, repassando descontos aos consumidores, além de gerarem mais  empregos no segmento e facilitarem o financiamento.

            Neste início de semana, em reunião com grandes empresários varejistas, o ministro da Fazenda Guido Mantega, disse que até expirar o prazo, o governo definirá se vai prorrogar ou não a redução do imposto,  em vigor desde o dia 17 de abril, data em que foram baixados o IPI dentro da seguinte classificação,  geladeiras de 15% para 5%; máquinas de lavar, de 20% para 10%; fogões, de 5% para zero; e tanquinhos, de 10% para zero. Até o encaminhamento deste artigo, entretanto, nenhuma notícia favorável.

            O Instituto do Desenvolvimento do Varejo, que  é formado pelas 33 maiores empresas varejistas, responsáveis por um faturamento R$ 100 bilhões, aproximadamente 25% do total do setor, com 9. 450 lojas na rede e a geração de quase 390 mil empregos diretos,  é uma das organizações que defende a prorrogação.  Inclusive, a presidente do órgão, Luiza Trajano, teria colocado a necessidade da extensão  até o dia 31 de janeiro de 2010, por refletir positivamente nas vendas de final do ano, e também no início do novo ano, período que comumente registra desaquecimento no comércio varejista.

            Embora o incentivo com a redução do IPI não tenha representado uma explosão de consumo no primeiro semestre, contribuiu para a estabilidade dos preços, garantindo vendas nos níveis que antecederam a crise econômica. As projeções são otimistas, caso o governo decida pela manutenção.  O setor varejista, que já tem no último trimestre do ano, um incremento nas vendas da linha branca, em nível nacional, poderá oferecer um melhor natal para os consumidores brasileiros, que comprarão em condições mais convidativas. Vale informar que a linha branca  representa uma grande fatia das vendas do comércio varejista, 30%. Com o incentivo, a tendência é aquecer ainda mais a oferta e a procura.

            Não são somente os empresários que falam bem do incentivo fiscal, os consumidores, que estão pesquisando e comprando bem mais em conta, e os trabalhadores também engrossam o coro. O Sindicato dos Metalúrgicos, de São Paulo, por exemplo, destaca importantes benefícios sociais com o impulsionamento da atividade econômica, em decorrência do incentivo, incluindo-se a manutenção e até o aumento do emprego.  

            Sou otimista em relação à decisão do governo em  continuar com esta espécie de boa parceria com o setor do comércio varejista. Afinal, o próprio ministro da Fazenda teria dito que há um comprometimento em se fazer do próximo período natalino, o melhor dos últimos tempos. Que Guido Mantega diga sim a prorrogação, e “que os anjos digam amém”, para um Natal mais farto prá todos nós. Afinal, facilitar o acesso a bens relevantes, como o da linha branca, é sem dúvida alguma muito importante.   A continuidade da renovação do IPI reduzido é neste momento uma espécie de sonho de consumo.

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/ Senac-MT

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2 Resultados

  1. julho 3, 2010

    Renova:            Por intermédio de uma decisão do governo federal, via Ministério da Fazenda, para conter a cris… https://bit.ly/aBTw0O

  2. julho 3, 2010

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