Evolução do mercado de fusões e aquisições MA no Brasil

 

O Brasil e o mundo nas últimas décadas estão passando por um crescimento continuado no mercado das fusões e aquisições empresariais, revelando principalmente a centralização de capital.

Foi após 1994 e o Plano Real, que a estabilidade econômica alcançada propiciou a possibilidade de atuar no mercado com riscos reduzidos, pois foi quando houve maior controle das principais variáveis econômicas internas.

Nesse cenário, identifica-se uma “onda” de fusões e aquisições (F&A), no Brasil, favorecendo uma nova dinâmica nos setores econômicos.

Essa mudança de perfil econômico proporcionou o acesso a matérias-primas, produtos intermediários e, sobretudo a equipamentos mais modernos e eficientes, fazendo aumentar a competitividade de grande parte dos segmentos da economia brasileira.

 

Também dá-se o nome de fusão à combinação de duas ou mais empresas, mantendo a empresa resultante a identidade de uma delas. A aquisição é a compra de parte ou da totalidade das ações de uma empresa por outra de forma amigável ou não, deixando de existir a empresa adquirida (SANDRONI, 2005).

Segundo Miranda e Martins (2000), tais processos de fusões e aquisições são mais acentuados nos Estados Unidos e na Europa e, se estendem também ao investimento direto no exterior, criando um novo padrão.

Fusões e aquisições estão entre as mais relevantes e dramáticas formas de mudança organizacional, porém os mecanismos organizacionais que contribuem para o sucesso de um processo de integração pós-fusão muitas vezes não são bem entendidos. Por isso, muitas fusões e aquisições transformam-se em processos traumáticos e destroem valor.

Barros (2001) enfatiza que o choque entre culturas é potencialmente maior quando as empresas envolvidas na operação apresentam nacionalidades distintas, nesses casos, as organizações carregam consigo os traços da cultura de seus países e, as diferenças de língua, costumes e práticas de gestão, acabam por aumentar a complexidade da integração.

Segundo a Revista Ibef (2007), com as fusões e aquisições, quem ganha é a macroeconomia doméstica, que passa a elevar seus padrões de competitividade, participando ativamente do mercado de capitais e equiparando-se às empresas estrangeiras.

 

Atualmente, segundo Flesch (2010), pode se observar investimentos que são de fato transformadores no mercado brasileiro e mundial, e se até meados da década de 90 eram poucos os escritórios de advocacia que tinham competência e capacidade para liderar um processo de grande envergadura, hoje vários podem fazê-lo com a mesma competência que seus pares internacionais.

“Com efeito, nos Estados Unidos e na União Européia (UE), as fusões e aquisições têm desempenhado papel crucial na orientação dos investimentos diretos no exterior” (MIRANDA; MARTINS, 2000, p. 1).

De acordo com Rossetti (2001), há três dominantes que correspondem a mais de 50% do total das compras de empresas: ganhos de participação no mercado, maior amplitude geográfica de atuação e crescimento com ampliação de escalas operacionais.

Além dessas razões, o citado autor aborda objetivos referentes à ampliação da competitividade, ao aporte de tecnologia e à verticalização.

Todas as mudanças na economia nacional e internacional acabam alterando também os padrões tecnológicos de muitos ramos de atividades, onde principalmente indústrias e prestadores de serviços respondem por grande parte das fusões que ocorrem nesta década.

Barros (2001) constatou que os principais problemas do processo pós-fusão/aquisição são 

 

Apesar da utilização do termo “EVOLUÇÃO DO MERCADO DE FUSÕES E AQUISIÇÕES (M&A) NO BRASIL”, o estudo trata basicamente das características e de como o mundo trata dessas operações.

Analisando o conteúdo da pesquisa bibliográfica, percebem-se grandes oportunidades de negócios, tanto nas aquisições como nas próprias fusões.

Como em todos os mercados, há grande competitividade, onde o mercado global acaba impondo às empresas expansão de seus negócios.

Vale ressaltar que o valor de um negócio é definido pelo processo de negociação entre o comprador e o vendedor e que o valor justo de uma empresa, estabelecido pelos processos de avaliação, representa apenas o valor potencial de um negócio em função da expectativa de geração de resultados futuros.

 

Rossetti (2001) aponta que, apoiado pela nova postura estratégica do país, o modelo empresarial brasileiro passou por uma profunda transformação. Segundo ele, iniciou-se no Brasil o ciclo da reengenharia dos negócios, no qual predominariam as operações de F&A.

Especificamente no caso brasileiro, de acordo com Guarita (2002), o grande problema que encontramos em várias ocasiões é a dificuldade do empresário brasileiro em saber como estruturar a sua empresa para o início do processo; quais as alternativas a adotar; quais os tipos de operações em uso; como se elabora um projeto e quais as suas fases; e, qual é o valor da sua empresa para uma eventual operação de venda ou compra.

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2 Resultados

  1. julho 21, 2010

    EVOLU:   O Brasil e o mundo nas últimas décadas estão passando por um crescimento continuado no mercado das fusões… https://bit.ly/cOErUF

  2. julho 21, 2010

    EVOLU:   O Brasil e o mundo nas últimas décadas estão passando por um crescimento continuado no mercado das fusões… https://bit.ly/cOErUF

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