Empreendedores de linhas – 2

Dando continuidade ao assunto referente “empreendedores on-lines”, iniciado na semana passada, o artigo de hoje fala sobre o tema, especificamente envolvendo os brasileiros que, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), estão entre os que mais empreendem, entre os países que fazem parte do G-20, atrás apenas da Argentina e do México.

Conforme os números do GEM, são cerca de 15 milhões de brasileiros que desempenham alguma atividade empreendedora. No universo on-line, certamente, os que empreendem encontram um terreno fértil para os negócios, tornando-se empresas virtuais competitivas, com custos reduzidos e inúmeras oportunidades de com grande rapidez prospectar e conquistar novos clientes.

Neste século, jovens empreendedores conjugam o verbo vencer com maior facilidade, inclusive comandando start-ups, empresas que estão em fase de desenvolvimento e que buscam investidores, a exemplo de inusitadas lojas virtuais, marketing digital e redes sociais. A máxima, entretanto, é que mais do que estar na web é ser encontrado nesta rede.

Se muitos acham que os empreendimentos de sucesso na web é assunto recente, enganam-se. Vale lembrar que antes do início deste século há cases surpreendentes que valem ser lembrados. Em 1995, os jovens brasileiros, profissionais de informática, Fabio Oliveira e Gustavo Viberti, criaram o diretório de buscas virtual Cadê? Eles acompanhavam os passos iniciais do segmento on-line no país. Tomaram água limpa, direta da fonte e após três anos, venderam a empresa para a StarMedia, o valor não foi revelado, mas há especulação do que o negócio rendeu aos sócios entre R$ 12 milhões a R$ 18 milhões. Na época tinha 50 funcionários e era uma das três maiores empresas em venda de publicidade na internet no Brasil.

No final dos anos 90, há registro de outro empreendedor, Paulo Humberg – ex-executivo da Lojas Americanas e um dos fundadores do Shoptime, que criou a Lokau, no segmento de venda direta pela internet. Chegou a receber investimentos de R$ 11 milhões. Vendeu a empresa para a Brasil Telecom, junto com o portal iBest e montou uma holding a A5 TMT Company, com empresas de tecnologia, entretenimento, moda e Telecom. Para se ter uma idéia do sucesso do seu negócio inicial, vale informar que em novembro de 2002, o Mercado Livre, criado também em 1999 pelo argentino Marcos Galperín, adquiriu alguns ativos considerados como estratégicos do Lokau. com. O Mercado Livre opera em 12 países, com 40,2 milhões de usuários cadastrados, mais de 1,3 mil funcionários e listado na Nasdaq.

A Submarino é outra empresa brasileira criada em 1999. Os empreendedores Antonio Bonchristiano, Marcelo Ballona e Flavio Jansen tiveram uma iniciativa pioneira no comércio eletrônico do país e o negócio teve um investimento na ordem de doze milhões de dólares, baseado em investidores externos, considerados fundamentais para o sucesso do empreendimento a curto prazo. Muitos foram os desafios, mas talvez poucos internautas não tenham navegado na sua onda. No final de 2006, a Submarino fundiu-se com as Lojas Americanas, criando a B2W Companhia Global de Varejo, uma empresa de R$ 8 bilhões. Um valor surpreendente.

“Hoje, profissão que dá dinheiro é aquela em que a pessoa sobressai porque gosta do que faz e porque tem habilidades que se destacam”, esta frase é de um empreendedor on-line, o publicitário Marcelo Tripoli, fundador e presidente da multinacional iThink. Aos 23 anos de idade ele apostou numa “online driven agency”, para suprir uma deficiência que ele detectou no mercado em relação ao uso do potencial das empresas no universo on-line. Configuram-se entre os seus clientes iniciais a ABN Amro Real, Basf e Telesp Celular. Seu empreendimento, em plena crise de 2009, cresceu 100% e dobrou de tamanho em relação a 2008. A conquista da conta digital da rede de livrarias Saraiva foi uma das responsáveis por este sucesso. Parafraseando o próprio Marcelo em uma das entrevistas concedidas, destaco que para quem entrou pelas portas dos fundos em muitos clientes, sentar-se num espaço privilegiado da sala de visita é motivo de orgulho.

No próximo artigo vou citar outros cases nacionais, inclusive de mato-grossenses que fazem sucesso fora do estado. Gente daqui também empreendendo nos negócios on-lines.

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT

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3 Resultados

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