Para mudar é preciso ter coragem, diz João Farina, da Todeschini

O empresário João Farina Neto fala sobre o tema da matéria de capa da edição (da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios) de setembro de 2009, Mude ou Morra!

Na matéria de capa de setembro, Mude ou Morra!, convidamos grandes empresários para falar sobre processos de mudanças vividos por eles. Além dos que estão na revista – Luiz Seabra, fundador da Natura, Liliane Aufiero, presidente da Lupo, e Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza – conversamos com João Farina Neto, presidente da Todeschini. Nessa entrevista, o executivo explica como foram conduzidos os processos de mudanças implementados na empresa e dá dicas aos empreendedores que pretendem alterar o rumo dos negócios. “Para mudar é preciso fazer muitas coisas, mas, principalmente, ter coragem. Todas as mudanças que a Todeschini realizou se constituem hoje em importantes diferenciais competitivos da empresa”, diz.

Pequenas Empresas e Grandes Negócios: Qual o momento certo para se reinventar?

FARINA: Uma empresa pode se reinventar em qualquer momento, de crise ou crescimento. O que muda são as estratégias desenvolvidas para alcançar o objetivo final. Em épocas de crise as movimentações são mais cautelosas e acontecem mais devagar. Em épocas de crescimento a cautela também existe, mas as movimentações acontecem com maior velocidade. O importante para uma empresa que quer se reinventar é ter um planejamento bem estruturado e claro, com: os riscos que surgirão, os desafios que deverão ser ultrapassados, a força que deverá ser empregada e as possibilidades de sucesso ou não.

PEGN: Quais os maiores desafios de colocar em prática uma mudança de estratégia?

FARINA: Sempre que uma empresa decide se reinventar ela tem um motivo e um objetivo. A Todeschini, por exemplo, já passou por grandes mudanças.

A empresa abriu as portas fabricando acordeões, mas não hesitou em se adaptar a realidade do mercado das décadas de 60 e 70, que se rendia a guitarra elétrica. Buscou novas alternativas de negócio e tornou-se a primeira fabricante de cozinhas componíveis no Brasil. Uma guinada que definiu o futuro da empresa – que hoje fabrica móveis planejados para: casas, ambientes corporativos e meios de hospedagem de todos os portes. Depois de sofrer um incêndio que destruiu completamente a fábrica em 71, a empresa precisou se reconstruir. A superação falou mais alto e a força dos administradores, colaboradores e da comunidade reergueu a empresa.

Nos seus 70 anos de existência, a Todeschini sempre se renovou, se reinventou e se modernizou – em suas ações, procedimentos internos, coleções de móveis, etc. Em alguns momentos porque o mercado exigia isso, em outros porque entendeu que era importante para ter um maior crescimento. Desafios sempre surgiram pelo caminho, mas todos foram superados com muito trabalho, excelência e dedicação.

PEGN: Na hora de se reinventar é preciso prestar mais atenção nos clientes ou nos concorrentes? Por quê?

FARINA: É preciso estar atento a todo mercado, e isto engloba cliente e também concorrentes. Conhecer o mercado no qual o seu negócio está inserido aumenta as chances de sucesso nos casos de mudanças.

PEGN: O que é preciso levar em consideração antes de apostar numa nova identidade?

FARINA: Mudar a identidade de uma empresa é um grande salto. Em 2004, a Todeschini iniciou um reposicionamento. Passou a fabricar móveis planejados, inaugurou um parque fabril com tecnologia de ponta e fez uma reestruturação da sua operação comercial, passando a atuar somente com lojas exclusivas da marca. Nos últimos anos, investiu em coleções de móveis com conceito e design diferenciado. A cada ano, apresentou inovações e lançou tendências, sempre alinhada com a arquitetura mundial.

Recentemente mudou a logomarca. Muitos fatores foram levados em consideração, como: o que as pessoas achavam da imagem antiga, o que esperavam da nova, os riscos que corríamos mudando uma logomarca que já era querida e aceita no mercado, entre outras coisas. Para construir a nova identidade visual que representa a marca no Brasil e no exterior foi percorrido um longo caminho, envolvendo profissionais das áreas de pesquisa, comunicação e design. Realizamos uma pesquisa com arquitetos e consumidores em diversas capitais brasileiras. Ela apontou que era necessário ter uma nova logomarca, que pudesse representar melhor o que a Todeschini é hoje no mercado, ou seja, uma marca de ambientes planejados modernos e de alto padrão.

Conseguimos chegar a uma logomarca que transmite o compromisso com o design e a inovação, sempre presentes em cada novo passo da Todeschini.

O que quero dizer é que para mudar é preciso fazer muitas coisas, mas, principalmente, ter coragem. Todas as mudanças que a Todeschini realizou se constituem hoje em importantes diferenciais competitivos da empresa.

PEGN: O segredo do sucesso é o segredo? Processos de mudança devem ser feitos em silêncio ou anunciados à exaustão?

FARINA: Se a mudança for estratégica, como conquistar um novo mercado, é melhor manter segredo. Se for a mudança do negócio, a melhor solução é trabalhar com transparência e informar tudo o que está acontecendo. Cada caso é um caso.

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo às fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.


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