O REALIZADOR DE SONHOS

REDATOR-FREELANCER

O REALIZADOR DE SONHOS

Sinopse

 Novela motivacional, escrita em linguagem coloquial, portanto, simples de ser lida e entendida. Porém, com a capacidade de mostrar o lado singelo da vida de um vencedor.

 Zeca nasceu de uma família pobre, e tornou-se rico o suficiente para ser bem-suce-dido na vida.

 Leia, você vai gostar.

Sobre o autor.

O pontilhão

Aperceba-se caro leitor o poder da ação movido pela fé, e o desejo de vencer na vi-da.

 Debaixo de um modesto pontilhão de madeira, se dá o início de mais uma vida. Eis o começo de mais uma novela, como tantas outras de seres humanos e suas sagacidades.  Tal qual a semente semeada sobre o estrume curtido, vicejando a mais linda e perfumosa flor. Nasce José Antonio Varela, “O Realizador de Sonhos”, era assim alcunhada aquela pessoa especial.  Zeca era um simples sonhador que realizava seus sonhos.  Zefa, sua mãe, pariu-o já com seus 45 anos de idade, parto complicado, dizia o médico, custeado pela bene-merência de Judite, senhora de grandes pendores humanísticos, baseando-se na sua idade madura.  Aquela mulher trabalhava duro, e mesmo grávida nunca pedira arrego, era uma heroína.  Zefa alimentava um sonho antigo, ter um filho do sexo masculino, porém, sem fazer imposição sobre um fato que seria uma condição que fugia ao seu grande desejo.  O tempo passava rapidamente, e dona Josefa em busca de realizar o seu grande desejo, amancebava-se com jovens e velhos, quebrando qualquer tabu daqueles tempos idos. Até que numa noite tempestuosa, aconteceu, nascera a criança que deixaria belos e bons exemplos de vida. Com certeza, Zeca era filho de Totó o: “Andarilho”. Cuja criatura nada se sabia sobre a sua origem, sequer o seu verdadeiro nome.  Naquela tenebrosa noite, debaixo daquele macabro pontilhão, ali no barraco de ma-deira, confeccionado em ripas de caixotes dos verdureiros da redondeza, sendo que, a cidade era próspera na agricultura de hortaliças. Ocorrera o “estupro” acordado entre as partes delituosas. Até porque Zefa alardeou o feito por pouco tempo, porém, logo reconhecera a sua cumplicidade. Duas pessoas maduras com pouco juízo causaram o aparecimento de Zeca, “O Realizador de Sonhos”, a bem da verdade tinha a alcunha de: O Sonhador.  Totó era muito popular na cidade pela sua maneira despojada de sobreviver. Porém, tinha uns atributos que, colocavam os filósofos do local pensativos a seu respeito, não bebia, não fumava, e sobrevivia estranhamente das sobras das famílias mais abastadas que, por ele tinham grande respeito.  – Por que tanto respeito assim por alguém sem a menor expressividade? Totó era um ser iluminado, e que teve um passado glorioso, do qual falaremos mais à frente, naqueles dias encarnara um personagem bíblico qual se alimentava das migalhas que caíam da mesa de seu senhor. A natureza ajustou aquela situação dando cabo à vida do velho Totó. Fora encontrado morto num matagal das imediações. “morte rápida de cardiopatia aguda”, diagnosticava Josefa.  Zefa, já se apercebera grávida de Totó, e sentia certa cumplicidade em sua vida e morte, buscou orientação com suas patroas, enfim cuidou de toda papelada obituária e, finalmente do sepultamento de Totó.      Apesar dos pesares se achava feliz por ter tirado-o da plena indigência na qual vivera por longos anos de sua vida.  Zefa dava um duro danado lavando roupas de suas patroas num trabalho árduo e itinerante, um dia aqui, outro acolá. Seus dedos das mãos eram carcomidos pela po-tassa do lavandeiro, ou, sabão mesmo. Lutara muito para criar o filho, enquanto muitas vezes o fedelho espiava-a torcendo, enxaguando, e secando as devidas rou-pas. Agora já crescido e trabalhando, compadecido ao ver a luta da mãe, o moleque tecia comparações com seus patrões comerciantes bem-sucedidos e que ganhavam infinitamente mais do que sua genitora. O moleque travesso azucrinava a idéia da velha mãe com perguntas intrincadas, fazendo-a pesquisar nos livros que emprestava das suas eruditas patroas.  Ainda não tinham noção do grande tesouro que possuíam dentro do próprio lar. Quintino de França, o velho padrasto de Zeca, combalido pela idade, porém com experiência desmesurada de vida. Seu Tino, um homem além do seu tempo. Como ex-circense de antanho, considerava-se um peso morto na vida de Zefa e Zeca. Fora mágico por quase cinqüenta anos em um famoso circo russo. Andava depressivo, até que lhe ocorreu uma maravilhosa idéia, demonstrar suas habilidades, acompanhada de palavras eloqüentes ao jovem Zeca, conjugadas às suas mágicas. O encantamento do garoto foi alucinante. Zefa uniu forças com Tino a fim de dar a educação necessária para que se tornasse o grande realizador de so-nhos. . .

O Vocacionado

 Parecia estar escrito nas estrelas o dom maior de Zeca, realizar seus sonhos, e por osmose, o de outras pessoas. Zeca passava horas aprendendo o ilusionismo com o velho Tino. Após alguns anos, Zeca já estava craque, na arte oratória e prestidigita-dora, a de manipular.  Após longas horas meditativas, especificamente para sair da pobreza, chegou às se-guintes conclusões: inovar, criar, fazer a diferença, acrescentar além da mediocri-dade. . . Muitas vezes perguntou ao Tino, pois, se queria prosperar no mundo dos ne-gócios, então onde entraria o ilusionismo de suas mágicas. O velho mágico, na sua sapiência lhe disse enfaticamente que: a mágica seria para atrair as pessoas curiosas pelo mistério do desconhecido, e que no momento da ilusão fazer falar mais alto a arte oratória, e que esta sim, seria o seu caminho para a prosperidade na arte de viver.  Aos doze anos de idade era o melhor engraxate da cidade, não perdendo as menores oportunidades de mostrar seus dotes de comunicador e mágico por excelência. Zefa e Tino reuniram esforços no elã de estudar e dar o que pudessem ao garoto, Zeca.  A maioria de seus clientes aparecia para engraxar seus sapatos juntamente com seus acompanhantes que, esperavam ver os dotes prodigiosos do garoto, que faziam desaparecer carteiras às vezes recheadas de dinheiro e reaparecer em bolsos de outros clientes. E os fatos deixavam todos boquiabertos. Às vezes após seus ilusionismos, chamava a atenção para assuntos de grandes aconselhamentos, sobre vários temas que diziam respeito à honestidade e equilíbrio emocional, orientados sempre por Tino seu grande conselheiro e padrasto, bom sujeito era aquele.  Zeca era nimbado de um dom excepcional, era hipnólogo inato. Trazia no sangue este dom de aliciar, de liderar, enfim, seus eflúvios extra-sensoriais, deixavam marcas profundas nas cabeças de seus assistentes de palcos.  Na principal praça da cidade, onde Zeca dava seus espetáculos, existia um enorme armazém de secos e molhados, representante dos modernos magazines atuais, que futuramente seria um desses: “Shopping Center’s”, herança de Francis aos filhos e netos. Ah. . . Francis fora a grande alavanca na vida do garoto. Simpatizante contun-dente das ações e esperteza do Zeca, sendo que cotidianamente analisava suas peripécias, quase não resistindo à curiosidade, volta-e-meia se dava engraxando seus pisantes com o garoto prodígio. Certo dia, conversando com o Zeca ficou pasmo ao ouvir do garoto, sobre aquilo que o mais fascinava; empreendimento.  Diz-lhe, o garoto: – Seu Francis, já ouvi muito falar do senhor, e bem por isto, fiz uma pesquisa sobre a sua vida, e confesso a minha admiração pelo seu empreendedorismo, exemplo a ser seguido pelos jovens, assim como eu, que não passo de um mero aprendiz da arte de viver. O velho matinha-se aparentemente frio e calado, mas, o sábio Tino já havia orientado o enteado sobre a personalidade de grandes negociantes, os quais ele contatara aos negócios circenses de seus velhos tempos de mágicas. Francis o analisava com grande curiosidade esperando um desfecho daquele colóquio do jovem. Não demorou muito para o velho se encantar com a sagacidade do garoto.  Desculpe-me seu Francis, poderia discorrer sobre velhos e bons tempos, e até sobre a usina de energia elétrica, aqui construída pelo senhor, iluminando e dando vida às cabeças dessa cidade. E, ninguém melhor do que o senhor para confirmar esta minha fala. Era um assunto antigo e já esquecido da maioria das pessoas ali do local. Os olhos do velho durão marejaram em lágrimas, posto que o assunto lhe trouxesse belas recordações de sua falecida e bela esposa e de seus queridos filhos a correr pelo pomar de frutíferas árvores, hoje convertido em prédios de moradia. Sobrando apenas o forte rio com suas águas poluídas pelo progresso.  Um dia, ainda vou escrever um livro sobre a sua biografia, seu Francis. O auspicioso e respeitável senhor, emocionado, pensou: – Onde esse garoto foi buscar essas informações? E, o jovem continua: – Seu Francis estou lhe aborrecendo com essa minha “conversa mole para boi dormir, não é verdade?” O velho coçou seu queixo quadrado, e suas largas mandíbulas de descendências européias, e retrucou: – Zeca estou fazendo o mesmo que você, embora, a mim me seja bem mais cômodo, já que analiso seus doze anos de vida, você faz o mesmo com meus 67 anos.  – Meu jovem, continue. . .  – O que o senhor acha desta minha idéia? – Estou pensando seriamente em ampliar minha caixa de engraxar em uma bela tenda confortável para proteger meus clientes das intempéries. Quero colocar à disposição da clientela: café – chocolate – e artigos de conveniências. Algo que faça a diferença, posto que, no mundo dos negócios a diferença faz literalmente a diferença. Assim como a charutaria do Joca.  O assunto inebriava a Francis, fazendo-o sonhar com a sua juventude.  Após muito analisar o fedelho, tomou uma decisão inédita: orientá-lo e patrociná-lo.  “Marketing” ao garoto não seria problema, posto que o jornal da cidade e a concessão de rádio-difusão eram do próprio Francis.  – O que seria do futuro de Zeca, promissor, com certeza!  

O convite

 Francis convida Zeca a passar uns dias em sua bela fazenda com a finalidade de trocarem idéias, porém, o jovem lhe respondeu: – Seu Francis, quisera poder aceitar tão nobre convite, mas tenho de trabalhar e cuidar de minha mãe e de meu pa-drasto, e das minhas aulas escolares.  – Então façamos um acordo, Zeca, como se aproximam as férias de fim de ano, até lá temos tempo para conversar. – To certo mestre Francis, espero aceitar-me como seu modesto discípulo.   O tempo passava, e Zeca meditava em seu sonho maior, progredir, e subir na vida.  Os mestres

 Francis era um senhor culto e experiente empreendedor, que trabalhara em vários segmentos da vida mercantil. Agora aposentado, com muita grana aplicada nas casas bancárias daqueles dias, era uma pessoa bastante aquinhoada, rica, podia-se assim dizer. Francis enriquecera com a sabedoria de seus dias áureos de juventude. Ali mesmo na praça onde Zeca despontava com seus “shows”. . .    Se lhe parecia verdadeiramente, que o Zeca seria uma espécie de réplica de sua personalidade, e isto apesar de assustá-lo o fazia feliz, como que retornando aos seus dias de sucesso e de vistosa juventude. Na realidade via no garoto um filho que não tinha, na exatidão da palavra. Zeca lhe representava algo mais que um filho, que suplantava suas expectativas.  Mais um mestre

 Cortês outro senhor muito lúcido, apesar de seus 83 anos de idade, historiador, que sabia tudo sobre a vida local.  Cortês o mais admirador discreto do jovem mágico, que notara tal intimidade com Francis e Zeca e seus encontros sistemáticos.  Aproxima-se também do jovem engraxate, e com o decorrer dos dias desanda a narrar fatos de Francis, embora, não possa exprimir sentimentos, aliás, neste particular existiu um sério segredo entre os anciões: Francis e Cortês. Porém, com o decorrer do tempo o segredo fora desvendado. Num certo momento, Cortês se emociona profundamente e faz de tudo para desconversar, posto que, o jovem havia lhe perguntado coisas íntimas de Francis. Zeca teve a devida consciência para se aperceber da situação que os envolveu.  Zeca fora predestinado a ter três grandes mestres nesta vida, Tino, Francis e Cortês.   O Náutilus

 Naquele ano fora lançado um clássico do cinema mundial: “Vinte Mil Léguas Submarinas”, estrelado pelo grande e famoso ator: “Kirk Douglas”. Todos os moradores da cidade foram ver o filme. O cinema era o grande entretenimento daqueles dias.  A cidade, da qual Zeca era filho, era também a terceira maior no cenário nacional. Um local excelente para se realizar o desejo de Zeca, para empreender grandes negócios, e para tanto, teria de ganhar muito dinheiro. Mas, para se ganhar um bom dinheiro a mágica do velho Tino, apenas era mais um acessório.  Nautilus, Nautilus, pensou Zeca. Serei o capitão Nemo dessa sonda empresarial. A-quele filme mudaria a vida de Zeca e de muita gente.  Pairava no ar uma dúvida cruel na cabeça do Sonhador, a grande curiosidade sobre seus grandes amigos, Francis e Cortês, os quais alternadamente dispensavam especial atenção ao mancebo, porém, lhe parecia uma situação estranha, posto que, se evitavam, ao menos era isso que o efebo sentia sobre os dois anciões.  Ao engraxar mais uma entre tantas outras vezes os belos sapatos de cromo alemão de seu mentor maior, Francis, Zeca sai com essa: – Caro mestre, o meu Nautilus está sem patrocínio. Francis tenta decifrar aquela metáfora sem chegar a nenhuma conclusão, interpele ao jovem: – Espera aí, meu rapazola, que negócio é esse de Nautilus, afinal, você sabe o que está falando? Mestre, Nautilus é o nome dado a um dos primeiros submarinos, e quero batizar com esse nome a minha barraca, apro-veitando o entusiasmo que esse filme, qual está passando ao povo aqui do lugar. Então lhe responde Francis: – Zeca estou certo agora do que você quer, que diz respeito àquela sua idéia de ar condicionado, café e chocolate aos seus clientes. Quando o garoto falou-lhe de isolamento térmico, com isopor e chapa de aço inoxidável, ou alumínio, que seria um material mais leve. Francis fica encafifado com a imaginação fértil do garoto, enquanto ele saca do bolso um esboço fantástico do tal invento, e ainda por cima acrescenta: – Mestre note que até tem um compartimento pra eu dormir, se for o caso.  Realmente era algo incomum, fora de série, escamoteável e que poderia ser utilizado nas gincanas e eventos, uma barraca especial e itinerante.  Francis analisou aquele projeto fantástico, sua criatividade mental transcendia à expectativa do velho mestre, que se fechara em si para não alimentar ainda mais o ego daquela pequena criatura, apenas, dizendo: – Gostei parabéns, um dia desses falaremos a respeito, porém, peço esse seu desenho emprestado para dar uma olhada e inteirar-me mais do assunto. – Mestre, pode levá-lo, pois tenho todo ele arquivado na minha caixola. Ao estudar aquele projeto, Francis, pensou em apri-morá-lo. Aquele soava de maneira estranha, porém, era instigante, já que Francis tinha visto o filme e ficara impressionado com aquele invento de alta tecnologia para aquela época, e resmungou: – Como ficaria aquela geringonça do Zeca? E se colo-cássemos um motor de 250 cilindrada de uma moto, “Jawa”, seria suficiente para sua locomoção? Bem, após pensar, chegou à conclusão de que teria de ser um motor mais possante de um carro mesmo. E mão à obra iniciou-se a construção da loja móvel de conveniência do Realizador de Sonhos.   Sábios conselhos

 Com certa dificuldade, até que enfim Francis leva Zeca à sua fazenda, onde permanecem por quinze dias trocando idéias sobre o Nautilus e assuntos gerais. Para ambos, aqueles dias foram de psicoterapia, riram muito, ficaram mais íntimos, e Francis se apegou ainda mais ao Zeca. O velho e calejado Francis, naqueles dias estava se sentindo inútil, e agora estava fazendo algo que o colocava em estado de graça. Fato corriqueiro entre os velhos aposentados. E ao jovem Zeca, tudo era a maior festa, ávido pelos conhecimentos e pelo progresso profissional.  Enquanto, dona Josefa matinha-se fiel ao crucial trabalho de lavar roupas, apesar de ressentir a presença do filho querido, naqueles eternos quinze dias de sua ausência. Porém, sempre apoiando as idéias mirabolantes do jovem, que a tiraria da miséria e da tirania de suas patroas. Este fato de confiar e dar apoio ao filho deveria ser uma constante a todos os pais deste velho mundo, quiçá, ele se tornasse mais humano e confortável aos terráqueos. Francis enriquecera em seus negócios, justa-mente pela sua perspicácia, além do grande carisma pessoal, e sua cultura que sobrepunha à da maioria. Não menos virtuoso era Cortês, que também pensava dar apoio ao Zeca, vendo-o como um gênio da criatividade. Aliás, sentia-se compelido a fazê-lo a mando de ordem espiritual. Tinha como lema ajudar somente aquele que cruzasse o seu caminho, achando que somente assim, não erraria, posto que, teve grande experiência com seu velho pai, quando em tempos idos ajudou pessoas erra-das, levando na cabeça, arcando com significativos prejuízos. O encontro de Zeca e Cortês se deu de forma estranha, ao mínimo inusitada.  Cortês, ao receber sua aposentadoria, que seria na época, de vários salários mínimos. Acabou perdendo sua carteira recheada de grana e com todos seus documentos pessoais. Zeca descia cantarolando a ladeira mais íngreme do local, o jovem sempre emitia um som resmungado, uma fonação nasal, porém afinado. Aquela ladeira além do mais era calçada com paralelepípedos, e ao levar um forte escorregão caiu de costa, estatelando-se ao chão refratário, sendo salvo, quiçá, de uma lesão fatal ao bater com a cabeça sobre a dita carteira recheada. dolorido pela queda, recolhe a carteira para averiguá-la quando chegasse em casa. Já em casa, abre a carteira, curiosamente com a foto de Côrtes e seus documentos, além do dinheiro. De maneira bastante ponderada a um jovem de sua idade. Recordou-se perfeitamente do ancião que às vezes engraxava seus sapatos.  Para quem estava passando por tantas privações econômicas aquela grana que lhe aparecera, seria realmente “uma mão na roda”. Nada disse a ninguém, nem à sua querida mãe, pois, aquele achado poderia perturbá-la, assim pensou o filho.  Caminhos cruzados

“Quando o discípulo está pronto o surge-lhe o mestre”

 Zeca dirigia-se à residência de Francis, cujo caminho era passagem pela casa de Cortês. Porém ao se aproximar da praça um freguês solicita seus serviços. O profissional das graxas senta-se no seu velho banquinho, enquanto o cliente se ajeita no não menos velho banco daquela praça. Quando termina aquela engraxada, eis que se aproxima justamente Cortês, qual solicitando seus serviços também. O serviço de engraxar começa, ambos, ficam emudecidos por algum tempo. Serviço concluído, quando Cortês vai lhe pagar, fica surpreso. Duas mãos opostas se cruzam no ar, uma encanecida pelo tempo, e outra jovem, com uma carteira rechonchuda de dinheiro. O velho ficou parado olhando para o Zeca, em seguida quis re-compensá-lo. O jovem engraxate, responde: – Não troco a sua amizade que, indubitavelmente vale muito, mas, muito mais do que todo esse dinheiro, nada fiz além da minha obrigação.    Cortês fica impressionado com a honestidade do garoto, e não conteve a curiosidade e lhe pergunta: – Zeca, onde você encontrou a minha carteira? E, o jovem explicando ao ancião onde a encontrou, e que tivera a sua proteção ao bater com sua cabeça sobre ela, quando o velho o interrompe: – Zeca, sempre o vejo andarilhando por aquelas bandas, tem algum freguês por lá? – Não exatamente um freguês, mas um mestre e amigo que mora após a ladeira. – É algum professor es-colar? Pergunta-lhe Cortês. Responde-lhe o efebo: – Mais que meu professor, é meu conselheiro, o pai que não tive. – Será que é quem estou pensando. . . E, se for você está em boas mãos!

Novo encontro com Francis

 Agora era pra valer. Francis interroga Zeca: – Zeca, você realmente quer realizar seu sonho de construir o Nautilus? – Sim senhor, não estou de brincadeira não, este é o meu maior sonho! Aprovado o projeto partiram para a construção de um sonho, que faria do jovem o mais bem-sucedido e respeitado senhor daquela cidade.  O glorioso evento fora realizado ao peso das propagandas de impacto subliminar, como: “Nautilus vem aí!” – “Nautilus está chegando!” Além da rádio difusora local, os jornais davam ênfase aos slogans. A curiosidade tomou conta da cidade. Aquela tenda maquinada, que mais parecia uma Kombi enrustida, um pouco menor, aquela geringonça era acompanhada de uma lona, que ao ser desenrolada dava um bom espaço aos seus clientes. Porém, muito chique apesar de estranho. Com algumas mesas e cadeiras, faziam-se a festa. O Nautilus foi construído por Francis, lá nas dependências da fazenda, aliás, muito elegante fazenda, diga-se de passagem. A expectativa estava armada, e a rádio continuava com o mistério de todos os dias: “Nautilus está chegando”. Os telefones da rádio ficaram alucinados com tantas ligações recheadas de perguntas sobre o sobrenatural “Nautilus”.

Aniversário da cidade

 A festividade era grande e, pairava no ar o lançamento misterioso do Nautilus. Quando no palanque político se fez ouvir a barítona voz do orador-mor: – Senhoras e senhores peço-lhes suas atenções e o máximo de silêncio, pois chegou o dia e a hora. . . A expectativa era demasiadamente grande. Zé paçoca fanfarrão e festeiro oficial da cidade fazia grande suspense. – Senhoras e senhores, desta próspera cidade, donde partiram e chegaram bandeirantes e colonizadores de nossa querida pátria. Paçoca era contratado exclusivo do prefeito daquela gestão, e que era irmão gêmeo de Francis, cuja realidade causava certa confusão ao caudilho, Jordão. Bem, usaram o bom-senso de sempre, ao vestirem camisetas com seus nomes gravados em letras garrafais, posto que fossem gêmeos idênticos.  O momento estava se aproximando, quando a “Furiosa”, apelido jocoso que se dava a banda festiva da cidade. Tocava uma antiga valsa, enquanto simultaneamente o Nautilus descortinava-se triunfante de dentro de uma das portas de aço de um dos salões comerciais da praça principal, justamente onde Zeca passara longos dias de sua infância lustrando sapatos.   Pra encurtar a história o Nautilus ficou famoso na região, tendo que a prefeitura concedeu-lhe o respectivo espaço para sua atividade, indo além, o local chamou-se de Espaço Cultural. Ali se realizavam shows. Nautilus a barraca dos sonhos, lugar freqüentado pelos intelectuais, artistas, poetas, escritores, músicos e outros tais. O primeiro ponta-pé estava dado, agora o resto dependia do glorioso Zeca na continuação de realizar seus sonhos.

O empresário

Zeca tornou-se auspicioso empreendedor, e o Nautilus se tornou uma enorme danceteria, conquanto nesse ínterim, Zeca teve muito que aprender com seus mestres, que unanimemente diziam: Caro Zeca, “quem não ouve conselho, ouve: coitado”. Os bons conselhos representaram para o jovem a maior e melhor riqueza de sua existência. Zeca tornou-se um exímio orientador empresarial, o que se constitui na atualidade o “Coach”, uma espécie de treinador no mundo dos negócios. Era jovem e disposto a falar, falava pelos cotovelos, quando foi repreendido pelo mágico, Tino, que se encarregara de ser o seu “Coach”, até que o jovem tomou rumo comedido do assunto. Agora se portava como um verdadeiro gestor e comunicador das massas.

Mini-cartilha

 Francis, como conselheiro e mentor do humilde mancebo, aliás, dote inato do Zeca, escreveu-lhe uma cartilha para orientá-lo com apenas quatro mandamentos para que atingisse o sucesso. Francis tinha a maior convicção nesses mandamentos, achando que, apenas eles podiam fazer a diferença na vida do ser humano. Apesar de dissertar sobre eles. Ei-los:

01 – Ação

 Nada pode superar a frase milenar do Cristo: “A fé sem as obras é morta” o que equivale dizer: O sonho sem a ação também é morto, posto que, nada acontece. Está bem claro que, o homem desde os primórdios da sua existência, tem se obrigado a lutar para sobreviver. Sendo que, está luta é plenamente representada pela ação. Neste particular conta-se com o espaço e o tempo, porém, o esforço é preponderante, aliado à inteligência, pois, se o indivíduo for gênio, e não acionar a sua genialidade, de nada vai adiantar o seu excepcional dom de gênio. Seria apenas uma enorme riqueza guardada, e sem produzir outras riquezas. O ócio, acompanhado da preguiça, para se ser redundante, a displicência, a irresponsabili-dade fazem parte de um todo, que podemos classificar de preguiça mental. Tudo começa no pensamento humano. Bons pensamentos produzem bons frutos, e os maus, maus frutos. Da mente do homem devem-se execrar os maus pensamentos quando se deseja o sucesso.  Creia piamente nas idéias criativas e coloque-as em prática. Não tema o seu concorrente, posto que, o sol nasce para todos, acrescentando: Porém, se ficar muito exposto ao sol poderá sofrer conseqüências desastrosas, como adquirir um câncer de pele, portanto, cuide-se com tudo e todos. Faça do seu pensamento um verdadeiro atleta na corrida ao pódio.  Procure a todo o custo fazer a diferença. Eis a mais importante regra da ação: a concorrência leal. É a ação despida de maldade, pois, nada neste mundo pode sobrepujar a consciência liberta. Ação esta, que lhe trará evolução e paz de espírito.  Nos demais capítulos, vamos inserir o equilíbrio, que é a base da sobrevivência hu-mana, disse o articulador das frases.

02 – Respeito

 Com muita certeza, é no seu respeito que mora o seu carisma verdadeiro, e dura-douro. Na grande regra universal, citada muitas vezes, também pelo ícone maior, o Cristo: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Ninguém pode negar que, aqui se encerra todo o respeito e o auto-respeito. Somente pode respeitar com toda plenitude aquele que ama. E aqui se enquadra a forma mais inteligente e equilibrada de se obter a gratidão, e sem a menor hipocrisia, é o mesmo que dizer: dar e receber.  Ratificando, se você não se amar, e não se respeitar, não estará habilitado a praticá-los com seus irmãos. Quantas e quantas vezes ouvimos os ditames populares: “Coloque sua alma”, “Dê tudo de si”. . . Quando se faz um trabalho com amor, está se respeitando mutuamente, trabalhador e trabalho, até porque trabalho é representante legal do bem comum.  Conjuga-se o verbo amar e respeitar para desmistificar a coação humana, posto que a imposição nada tenha a ver com respeito verdadeiro. Admirar alguém é respeitá-lo na sua essência maior. Agora, respeitar por medo, ou coação, é o falso respeito. Juntemos ao respeito o sorriso sincero, que emana energia, alegria, paz, bem-estar e confiança. Respeite, porque deve considerar o respeitado, parte de você. Saia fora do pseudo respeito obrigatório. E para isto você carece do amor fraternal, eliminando qualquer resquício de sentimentos negativos ao seu interlocutor. Jamais confunda bajulação com respeito. lembre-se do respeito equilibrado.

03 – O Tempo

 Autodisciplina é muito importante quando se pensa em tempo. Eis a maturação do fruto de seus sonhos, do seu trabalho, e para tanto se exige uma boa dose de paciência equilibrada. Vamos dar tempo ao tempo, porém, não confundamos estado de espírito com a velha preguiça, com o ócio mental a enfermidade que assola a humanidade. Jamais espere a realização dos seus sonhos caírem dos céus. Não se deixe ao “Deus dará”. A seara é grande, porém, os plantadores de sonhos são poucos, a maioria trans-forma seus sonhos em pesadelos, praticando atitudes que atrasam sua evolução profissional.  O tempo passa, as intempéries aparecem trazendo em seu  bojo o esmorecimento, o desânimo à maioria que se faz derrotada por si mesma. Se você não usar contundentemente a ação, perderá o precioso fruto de seu sonho. Há quem diga: para se alcançar o sucesso, usa-se 1% (um por cento) de inspiração e 99% (noventa e nove por cento) de transpiração. E já que estamos tratando de tempo, viva o momento, não se importando com a sua idade, posto que milhões de jovens e crianças também morram a todo o momento. Embora, não creiamos na morte, ela é apenas um sonho curto na eternidade, anunciando novo alvorecer eterno. Viver o tempo presente é viver a eternidade, simplificando, faça o seu sonho realizar já, agora, neste exato momento, posto que passado e futuro se fundem com o presen-te. Se o seu sonho é grande, faça um pedaço dele agora, já! Não perca mais tempo em divagações mentais, “tempo é dinheiro”. Comece pelos centavos, mas comece! Lembre-se da ação, mas não se esqueça do equilíbrio, administrando o seu tempo.

04 – Apresentação

 Na apresentação cabem todos os sentimentos humanos, trazendo do inconsciente, sentimentos agradáveis e desagradáveis. Portanto, no seu relacionamento humano, seja sutil. Estude profundamente como apresentar seus sonhos. Bote uma coisa na sua cabeça: ” a primeira apresentação é o cartão de visita”, o qual pode construir ou destruir sonhos. É a marca registrada da sua presença impregnada no inconsciente do seu contato. Posto que deixa gravado fragmentos de sua personalidade para sempre na cabeça do seu cliente. Viver o tempo presente é viver a eternidade. Ratificamos, faça o seu sonho se realizar já! Sua primeira apresentação pode ser pessoal, ou acompanhada de seu produto, ja-mais devem ofuscar qualquer qualidade de seu contato, são os pequeno-grandes detalhes que vão fazê-lo alcançar topo do seu sucesso. Sonho é sinônimo de desejo ferrenho (implacável, incansável)! E quando é evolu-ído, torna-se criação, que faz a grande diferença do sonhador comum. Nossas impressões digitais são diferentes, bem como qualquer partícula que formam o nosso corpo psicossomático, ou seja: nada é igual a nada, são apenas congruentes, ou semelhantes. Dê ênfase às suas boas ações!Em todas suas ações ficam caracterizados os sentimentos humanos, quais mexem com os de seus contatos. Portanto, faça a diferença com suas boas ações, aquelas bem intencionadas. Tenha boa vontade, isto o ajudará sobremaneira, seja constante, trabalhe, trabalhe e trabalhe, este é ato contínuo da natureza humana para a digna sobrevivência. Numa obra de arte escondem-se sentimentos mil! Ao amante das artes uma pintura pode representar-lhe alegria, paz, tristeza, etc. Pode despertar-lhe velhas lembranças, aguçando-lhes os cinco sentidos, como o inebriante odor de um raro perfume, o som de uma voz, ou música maviosa, assim como as dores do passado. Você, criador de sonhos, é uma tela de arte, tão mutável quanto os sentimentos de seus admiradores, embora, pareça estática. Cuide para que suas atitudes, seu sorri-so, sua postura, suas palavras sejam agradáveis aos sentimentos de seus contatos, assim estará produzindo bons sonhos, e jamais pesadelos. Um quadro fala por mil palavras, eis o velho adágio chinês. Você é a mais perfeita obra de arte, criada pelas mãos de Deus.

A Impressão de Zeca

 O jovem Zeca leu os quatro mandamentos editados pelo seu ídolo-rei, Francis, e fremiu aos seu encanecidos ouvidos: – Somente isto, meu amado mestre? A resposta foi incontinenti: – Você sabe o que é amor? – Não! Responde-lhe, o curioso discípulo. – Então atente aos sentidos desses 4 (quatro mandamentos) e, seja o sonhador mais feliz da Terra. A ascensão mercantil de Zeca começa na sua simpatia pessoal em cativar pessoas,Cortês era seu mestre espiritual, qual cuidava do processo moral de Zeca, sempre embasado no amor maior, aquele pregado pelo Mestre dos mestres, Jesus de Nazaré: “amor ao próximo”. Na realidade, este mandamento é aquele pregado por todos os luminares do planeta Terra, como Buda, Confúcio, Maomé, Xavier impregnaram de luz alguns poucos corações humanos. Houve equilíbrio perfeito na vida de Zeca, produzido pelos três mestres: Quintino, Cortês e Francis.

A Revelação

 Zeca estava muito curioso sobre Francis e Cortês, dois seres maravilhosos, mas não se falavam, e se evitavam. . . E pó que eram assim? Chegou a sonhar literalmente com seus dois velhos mestres, projeções nos planos paralelos, onde se encontravam para debaterem assuntos inerentes às suas vidas, porém, não tinha consciência plena dos seus sonhos. Certo dia ao visitar Cortês o qual já chegara aos estertores da morte, e que lhe faz uma revelação, dissertando-lhe uma longa história de sua vida. – Diz-lhe, o ancião:- José Antonio, meu filho, chegou o momento de você saber sobre a minha vida, devo compartilhá-la com você. Zeca se matinha calado, porém, seus olhos azuis faiscavam de curiosidade. Continua o velho:Como você bem sabe, algumas décadas separam a mim de Francis. Conheci uma donzela, qual foi o sonho de minha vida, ela tinha o nome de rainha, chamava-se: Maria Antonieta de Menezes. Trabalhei naquela fazenda que pertencia a seu pai, Comendador Fulgêncio de Menezes, era jovem e formosa, e dois anos mais velha do que eu. Eu era uma espécie de coringa lá na fazenda, um faz-de-tudo. . . Porém, do que mais gostava era de ser cocheiro, pois, eram os momentos dos quais mais me aproximava daquela linda criatura, uma flor de formosura. Estava tão obcecado por Antonieta que, meus sonhos me fizeram poeta. Num a noite que me envolvera de esperança de realizar o impossível de vida, escrevi estes versos.

Maria Antonieta

Seu perfume inebriante,Que me faz seguir avante. Sua beleza estonteante,Subjuga-me torturante.

A mim a noite é bela,O dia, espaço desprezível. À noite posso sonhar com você,Ao dia, sou lacaio à mercê,Quando me encerra numa cela,À maneira feia e insensível.

Você não sabe nem quer ver,Estou enleado em sua teia. Quanto mais desejo, mais me enleio,Louco pra sonhar, louco pra lhe ver. Estou endoidecido por você.

Zeca veja este papel amarelado e amarfanhado pelo tempo, com estes versos in-completos, que me acompanham até o meu fim. Aconteceu algo inexplicável naqueles dias, perdi estas anotações. Maria Antonieta inventou uma ida até a cidade, era um belíssimo e raro dia de encantamento e beleza, a natureza estava pródiga. Estávamos a sós na fazenda, seus pais haviam viajados à Europa, exceto a criadagem. Como cocheiro, fui convocado para levá-la de carruagem. Rumamos pela velha e conhecida estrada, eu estava muito tímido e intrigado, posto que nunca estive a sós e tão perto daquela beldade. Ao aproximarmos de um cruzamento, Antonieta pede para entrarmos à direita. Era uma estrada que conduzia à uma paradisíaca lagoa, situava-se nas terras dos Mirandas. Não podia imaginar o que estava acontecendo, para não recordar dos fatos mais íntimos, vou simplificar, fizemos amor. Zeca meio encabulado com a antiga passagem, qual lhe narrava o moribundo, pergunta:- Foi apenas aquele encontro?Enquanto, recordava do falso estupro de seu pai contra sua mãe, fato muitas vezes narrado pela sua própria genitora. Responde-lhe, Cortês:- Uma vez mais, porém o suficiente para que Antonieta se engravidasse, mais tarde dando a luz do seu melhor amigo, me filho Francis e seu irmão Jordan. Atônito, Zeca fica com seus olhos esbugalhados, e sem fala. – Sabedor de que minhas horas estão contadas, quis desabafar e confessar os fatos a você, a quem considero também, meu querido filho.  Nasceu Francis como se fora filho legítimo do Dr. Marino, pois, quando ocorreu o fato, Antonieta estava prestes a se casar. Porém, um criado matreiro, nos seguiu e nos espiou em todas nossas lambanças, nos flagrando naquele ato libidinoso. Onório nos espreitava o tempo todo, e guardo a sete chaves aquele nosso segredo, sem que nos percebêssemos. Continuei trabalhando na fazenda por longos anos, e sofrendo assédios de Antonieta, porém, fui barrado pelos conselhos de minha mãe, que se envergonhava muito de meus feitos, e que foi primeira, a saber, pela minha própria boca.

A Chantagem

Onório, certa noite, quando nos divertíamos numa adega da região, me chama a um canto do local e, destila seu viperino veneno: – Cortês, que tal, dona Maria Antonieta é tudo aquilo que aparenta ser? Fiz-me de desentendido, o que foi pior, obrigando o gaiato narrar os pormenores dos fatos. Naqueles dias lavava-se a honra com a morte das pessoas envolvidas com os crimes passionais de adultério. Agora há uma pequena manifestação de Zeca:- Mas, vocês nem se parecem parentes, apesar de notar agora certa semelhança física. – As circunstâncias não nos permitiram que assim o fosse, até porque Onório tam-bém me entregara à minha mãe, que estava ciente de tudo, somente no desejo de me chantagear. Certo dia, Onório descaradamente me pediu o meu salário do mês para se manter calado, caso contrário falaria a Deus e a todo mundo, achando que não revelaria, não dei muita trela à sua conversa. Aí a “porca torceu o rabo”, a se-gunda chantagem foi muito pior, após se passarem alguns anos, meus filhos haviam completados 7 anos, Onório me pediu uma quantia que não pude arrumar, então ele contou aos garotos sobre a paternidade, detalhando maldosamente os nossos delitos. Zeca você sabe como são as crianças, e neste caso ficaram chocados e me odiando ferrenhamente. O qüiproquó estava armado, e tive de fugir do local, posto que pudesse ser apagado pelos capangas da fazenda do Dr. Marinho. Retornei dez anos mais tarde, após a morte do Dr. Marinho. O tempo passou, envelhecemos e o caso caiu no esquecimento, pelo abafamento dos fatos, porém, permaneceu esta distância entre mim e os meus filhos. Estou me despedindo desta vida, porém, meu filho Francis viverá por longos dias para orientá-lo nos seus afazeres, já que ele acha ser sua missão de vidas pregressas, o fato de dar esse apoio a você. Faço-lhe um pedido, querido Zeca, diga com muita sutileza e discrição que realmente sou o pai de Francis, e que o amo eternamente.

A Carta de Despedida  Eu, Jacinto Cortês Flores, com minhas trêmulas mãos despeço-me de todos amigos e parentes, deixando bem claro que, Francis Douglas Donatteli e Jordan Franco Donatteli, são meus legítimos filhos com Maria Antonieta de Menezes. Esta é a mais pura e real verdade, portanto, lego a eles todos os meus bens. O meu grande desejo é que esta carta-testamento lida e, registrada com cópias aos presentes, cuja leitura seja pela voz de José Antonio Varela a quem também considero filho. Ratifico já esta notória revelação sem a menor cerimônia de quebrar qualquer ética da hipocrisia social. Que Deus abençoe a todos, com abraços e beijos carinhosos do velho, Cortês. Após a leitura do testamento, vem uma desconcertante pergunta do jovem Zeca:- Desculpe a indiscrição, mestre Cortês, e o Onório?-  Onório faleceu há muito tempo. Aquela carta foi sucinta, porém, marcante, de todas aquelas lições Zeca tirava o melhor proveito. No fundo sentimental do velho Cortês estava o desejo ardente e velado de se aproximar do filho Francis, através de sua influência. Depois de tanta sagacidade, Zeca, pensou em unir o útil ao agradável, já que prosperava rapidamente em seus negócios, resolveu se associar ao mestre Francis. O mestre ponderou, mas acabou cedendo à insistência de Zeca. Numa noite calorosa, encontravam-se na lanchonete, como era costumeiro. Local que relembrava o antigo Nautilus, e que agora representa o estandarte central da velha praça. Ali desabafou a Zeca, referindo-se à amarga decepção com os filhos, já que lhes deixara enorme fortuna, porém, eles não tinham tempo para o cuidadoso pai. Ratificou não ter tido a devida sabedoria em educá-lo, e foi além, de se educar, principalmente. Continuou: parece que o amor que nos unia passou a figura como rivalidade entre pai e filhos, talvez amor para menosprezo, que acaba de aniquilar de vez com os velhos e aposentados. Mediante tais exemplos, Zeca se privou de casar jovem, deixando o tempo se encarregar deste particular. Zeca meditava muito sobre os 4 mandamentos que, Francis lhe passou: ação, respeito, tempo e apresentação. Sobre os quatro conceitos, teve a idéia de aplicá-los em vários segmentos de sua vida, fazendo um plágio do velho mestre, rebuscou idéias e escreveu:

Ação Contra a Solidão

Manter um hábito, “é como coçar, basta começar”, recordando do velho bordão: “o fogo põe a lebre a caminho”. Quando estiver em depressão solitária, sonhe com algum desejo pessoal e, ação, corra atrás desse seu sonho, e seus sonhos se acabaram, por favor, crie um! Aliás, a solidão pertence à mente desocupada, ou melhor, àquela que se ocupa com pensamentos negativos. Ratificando o “slogan”: “cabeça fazia é oficina do diabo”. Quando se tem uma meta a ser atingida, não sobra espaço para a solidão, posto que se a ocupa perenemente em criar condições a atingir o foco, então se mata o tempo, ou entende-se que somos atemporais e que a noção de tempo é vazia e ilusória. Por isto que a vida é feita de ação e reação, problemas e resoluções, são verbetes que nos ensinam a combater a estática, a inércia. A bem da verdade, nada fica sem ação. A solidão faz a mente trabalhar em movimentos mórbidos de depressões pro-fundas, às vezes atingindo o ápice da desgraça, como a do suicídio.   O homem que se sente na solidão acaba por cultivar uma espécie de masoquismo mental, psíquico, se fazendo de vítima, de coitado até perder de vez a auto-estima. A ação contra a solidão e a verdadeira reação no combate eficaz contra a solidão. E, não se faça confusão com os verbetes: solidão e solitário, tendo que um pode ser imposto pela circunstância, e outro pode ser arbitrário, ou seja: o depressivo e o anacoreta, o doentio e o ermitão, então um odeia a solidão e outro a adora. Aquele ser que está equilibrado com seu interior está preparado para qualquer circunstância. Como diz o ditado popular: “qualquer pé de frango lhe dá um virado”. Sua mente é povoada por bons pensamentos, emanando energias etéreas aos seus irmãos, mesmo que à distância envolvendo o inconsciente coletivo, ou seja: a todo o planeta. Todas as energias são vibrantes ficando gravadas no mundo cósmico, e servirá para alguma finalidade no momento preciso. Como tudo é vivo no espaço e tempo, seus pensamentos são criaturas criativas, são energias que podem construir e destruir, são seres espetaculares cumprindo missões. Nos seres humanos, o pensamento é indubitavelmente a fonte mais forte de energia. Somente quando houver maior consciência desta verdade se desfará o inconsciente coletivo da ignominiosa ignorância etérea. No inconsciente coletivo cria-se a mais ignóbil forma pensante de se fazer maldade, portanto, o movimento catártico da mente coletiva se fará com a sabedoria da consciência. Em outras palavras, a humanidade está embaraçada pela falta de conhecimento mental. Ela é “Maria vai com as outras”, literalmente. Dessa mente coletiva tira-se a causa e efeito de um planeta caótico, e não dá para se tapar o sol com peneira, pois seríamos também ignaros se o fizéssemos. Fé & Ação

Neste contexto todo, a fé e a ação devem ser cultivadas com muito desvelo e contundência. E disto podemos concluir que: “você é o que pensa ser”!

Respeito Pessoal Diante da Solidão

Ao se encontrar aflito e solitário se respeite, sempre há um motivo traumatizante por de trás da solidão, são os medos que afloram para lhe atormentar, posto que quando se está distraído não se percebe os traumas pelos quais se tenha passado. O medo é um sentimento natural, criado pela natureza e sua preservação. Quando nos referimos ao “auto-respeito” estamos querendo dizer para se esforçar contra o desânimo. Faça da solidão seu antídoto contra o veneno: medo. Como se faz com o soro antiofídico. Neste fato podemos dizer que, o veneno cura o próprio veneno. Deve-se tirar partido das situações, sejam elas quais forem. Na realidade sua solidão é o ato pensante e inconsciente de ruminar o passado nostálgico. São auto-acusações veladas de erros e traumas de vidas passadas. O grande remédio para a sua solidão é, se reconhecer humano digno de autoperdão. “Não chore o leite derramado”. Todos nós erramos, e com você está uma multidão de bilhões de seres humanos, viajantes de uma mesma nave chamada Terra. Por-tanto, se esforce para entender os motivos de seus sentimentos diante das adversidades da vida. Quando você descobrir a causa de sua dolorosa solidão através de reflexão pro-funda, ou da entendida meditação transcendental, com certeza achará a causa, e aniquilará o seu efeito, e voltará a ter alegria de viver. A solidão pode ter causa na misantropia, ou xenofobia. Na aversão por pessoas, ou medo de gente. Lá no seu subconsciente você se decepcionou com alguém que lhe causou algum dano, então partiu inconscientemente à solidão, mas não se deu bem com ela, já que não treinou para o isolamento. Muitos tipos de depressão levam à solidão. Numa megalópole com milhões de criaturas se movendo de um lado para outro, ainda assim muitos sofrem desse mal pelo simples fato de não poder confiar no seu próximo, já que a mídia mostra constantemente os desagravos que se processam de uns contra outros. É a solidão da desconfiança já que os crimes hediondos acontecem com certa freqüência.

Tempo & Solidão

O Tempo é o senhor da razão, ele é simplesmente implacável, ninguém neste estágio de vida plasmada em matéria densa e viscosa pode resistir a ele. Bem-aventurado é aquele que troca a solidão pela ocupação, pois, se livrará do medo de viver. Obviamente quando falamos de solidão e mente, estamos tratando de espaço e tempo. Feliz daquele que entende a atemporalidade cósmica, pois, alcançou certa evolução na arte de bem-viver, aceitando de bom grado a solidão, o presente, o passado e o futuro. Através dos treinamentos endógenos vá aprendendo a se comunicar com seus irmãos invisíveis, aqueles que aos milhões povoam a sua mente espiritual. Numa selva dá-se a impressão de solidão plena, porém, os sons dos animais, do rumorejo das águas, do farfalhar do vento, enfim o som mavioso da natureza é real-mente grandioso, mas assustador ao citadino que, não tem a menor experiência de um silvícola. Aliás, o próprio silêncio emite seu poderoso som cósmico.

Apresentação

A solidão também é conhecida por “Coisa”, algo estranho e perturbador da mente incauta, isto é solidão, sentimento que não se explica como a qualquer sentimento humano. Portanto, dispensa qualquer apresentação, já que vem independente da nossa autorização. Então cada ser humano tem a sua particular interpretação desse sentimento, que tanto martiriza. Não se explica o amor, pois, a sua variável e muito grande, mas o fraternal podemos dizer que é sábio e inocente, causando um verda-deiro paradoxo. Como o ódio pode ser explicado pela vingança, e por aí vai. . . A soli-dão pode ser interpretada como sentimento de abandono, de inépcia, inaptidão, etc. Parecendo ser um esquecimento de tudo e de todos, e até mesmo de Deus. Creia que todos esses sentimentos são como seres viventes que habitam o nosso interior, porém, podemos transformá-los em bons sentimentos como o da paz, e do amor eterno.

Olho

Zeca esteve no auge da carreira de empresário bem-sucedido, aplicando os quatro mandamentos do sucesso. Casou-se constituindo uma bela família. Bem, poderíamos prolongar esta novela de auto-ajuda, porém, vamos acrescentar algumas escritas filosóficas, e alguns poemas do Zeca, pois, era metido a ser poeta também, fazendo apologia à vida de sabedoria, independente de sucesso, pois, com o tempo aprendeu a ver que tudo e todos chegam ao mesmo fim de seres humanos mortais.

Valores Mentais da Vida

O torpor da mente humana é desastroso àquele que, na realidade é maioria. A valorização dos bens desta vida inebria o homem, que se estriba em seus valores menores. Ao sábio basta viver. A introspecção faz enxergar o verdadeiro horizonte, plenamente alheio ao homem comum, àquele sem o exercício da auto-prospecção. E neste caso se faz necessário o isolamento, ou solidão. – E o que é ser comum? Nesta vida existem desmesurados atrativos para cegar e aliciar a mente das pessoas ditas normais, quais crescem vislumbrando os caminhos paternos e são mesmificados, e condicionados à luta pela sobrevivência do corpo físico, abandonando a gloriosa idéia transcendental de vida pós morte. O lado espiritual fica relegado ao bem e mal, céu e inferno, prêmio e punição, sem se dar conta dos verbetes bem e mal, pois, são conhecimentos tão profundos que, o apóstolo Paulo disse que vivia fazendo o mal que não queria, dando prova de sua ignorância sobre o assunto. Muitos acham que podem comprar indulgências e assim facilitam sobremaneira a sua vida terrena. Descansam na ignorância da inconsciência, facilitando o emburrecimento mental. Porém, somente o amor fraternal com inteligência poderá tirar o ser humano desse torpor ilusório, na repetência desta existência na terra, também conhecida como reencarnação. O homem existe para inovar e criar os bens desta vida, porém, deve fazê-lo com desapego pleno, se isto lhe for possível. É assim que devemos enxergar esta vida de pobres mortais. Então que o nosso prazer se perpetue ao legarmos tudo o que criarmos à humanidade. Podemos referir-nos a uma só pessoa, representante da humanidade. Cada alma encarnada aqui na Terra tem seu ideal, uns desejam ser profissionais em determinadas áreas, e outros em outras, assim podemos entender a vocação de cada ser humano, que nos arremete aos resquícios de vidas pregressas. São os pre-paratórios à evolução eterna. Trazemos em nosso bojo mental as indicações das nossas tarefas a serem cumpridas neste estágio escolar, onde criamos tempo e espaço. Quando menos se espera, a nossa vida já era. Assim partimos para outras esferas ao decorrer da eternidade sem tempo ou espaço. “Cada cabeça, uma sentença”. Este refrão traduz o universo de cada ser humano. Os valores são visões adequadas à maneira de ver e viver o complicado sistema de vida humana.

Nestes momentos reflexivos, seus velhos mestres e companheiros já não se en-contravam nesta vida. E o maduro cidadão escritor, pensava saudoso sobre seus tantos amigos que partiram para não mais encontrá-los, ao menos nesta sua existência.

Continua o cônscio Zeca, entregue às suas escritas.  A gente nasce à mercê de outras pessoas, e com o decorrer da existência é em-purrada às intempéries da vida e pelos seus valores à gente impostos. E por estes fatos circunstanciais nasceram outros provérbios: “A ocasião faz o ladrão”, por exemplo. Ninguém gosta de passar pelas dificuldades da vida, mas é por elas que obtemos nossos maiores aprendizados, pelas dificuldades conhecemos alguns valores. Como a do perigo, quando dizemos a uma inocente criança para não colocar sua mão ao fogo, e ela não entendendo teima em fazê-lo, assim muitos adultos e velhos colocam suas mãos em cumbucas, parecendo não passar de reles fedelhos desajuizados. Às vezes aprendendo com a dor de suas displicências. E ainda assim o velho morre criança, pois, a vida o prende em afazeres fortuitos. Ao transitarmos pelas megalópoles podemos notar a pingência humana nas portas dos vagões de trens subumanos. Os animais são melhores transportados que os sofridos trabalhadores humanos, que fazem o progresso de uma nação. Essas pobres criaturas são compelidas a irem todos os santos dias aos seus trabalhos correndo risco de morte, como às vezes acontece de perderem suas vidas em alguns desastres fatais. Essas palavras se faziam contemporâneas nos últimos dias de vida do Zeca. Continua o filósofo-poeta: na verdade fala-se pela mídia a inverdade, e o povo continua sem querer entender. Concluindo, merecemos realmente esta vida, pois, estamos em resgates cármicos, somos merecedores. . .

Agora vêm, seus sentimentos mais esmerados de poeta.

Você arte divina

Arte divina, flor que descortina, desabrochando os mistérios de um deus que fas-cina chamado: Você. Rei, menestrel, crente e ateu, é assim que se vê. Músico perfeito, pois, ao tocar seu pincel com as cores do céu dá vida à natureza morta. E assim vai escrevendo reto por linhas tortas. Quiçá, seja deus, tudo isto é você, e você sou eu nos braços de Deus. Enquanto, seu buril cinzela mavioso som, meu coração embala, leva e vela ao calor do amor sua luz de raro esplendor. Tudo isto é você, quiçá, seja deus. Conquanto, aqui divagam garis, jograis, doutores e outros atores, despetalando as mesmas flores, sua fala cala mais fundo que bala. Sua voz encanta pelo harmonioso canto. O amor perfeito em você exala. E você, sabedor de que Deus é amor, ao chamado atendeu com louvor. Arteiro brilhante, com seu brilho constante, assim escreveu: Quiçá seja deus. Assim você bateu com sua batuta na sua luta de dor, ao se tornar perfumosa flor. Tudo isto é você, solfejando com seu pincel a música do céu. Quiçá, seja deus.

Maya, Minha Paixão

Ela nasceu simples e bela. O tempo passou, e elaEm flor se transformou. Brincou com meus lamentos,Riu dos meus sentimentos. Hoje me olho ao que restou. Mas colocando sentidoAos ensinamentos aprendidos,Agradeço a quem me ensinou. Portanto, irmão-amigo Jamais se sinta ferido, Sinta-se em paz,Já que criança, pouco avança,Quase não sabe o que faz. Vou além do mais,Na medida da existência,Restará apenas a experiência. Na balança divina,Sempre a mesma sina;Pesamos todos iguais. Caro amigo, e amiga,Maya é minha vida,Por quem me apaixonei, Porém, agora ciente,Ela é a simples sementeDaquilo que já plantei. A vida é bela,Quando com elaVive-se contenteO eterno presente.

 

Arte de Olhar

A visão que faz bem aos olhos alegra o coração. Ela é a mais original manifestação humana, por surgir juntamente com o homem. Haja vista as pinturas rupestres, que perduram há milênios. A arte tem força magnética da alma, exposta em seus variados matizes, tal qual a escrita, como denota o sábio adágio chinês: “Um quadro fala por mil palavras”. Creia caro admirador das artes, você é sensível, e bem por isto se apercebe fazendo parte do contexto artístico. Pacientemente, todo o santo dia lá está o seu talismã, sua tela de arte pictória a esperar a sua admiração, que em troca lhe dá histórias fabulosas e etéreas, na verdade vocês estão trocando energias, e energias são alimentos, toda a energia é viva, portanto, todos os alimentos mentais e físicos são vivos, e poderosos em suas partículas atômicas. Uma simples e “estática” rocha tem poderes inefáveis em seus átomos. O invisível raio laser presta enorme benefício à ciência e por conseqüência à humanidade. O ser hu-mano tem empatia à arte como se ela fosse uma roupa de uso constante, colocando-a em primeiro plano em relação às demais peças que compõem um ambiente.

A Arte dos Destilados

O destilado alcoólico que estiver anônimo ao ato de beber, será antônimo.

Vida – Morte – Sorte

Se não entender agora, não se amofine apenas se atine a este modesto poema, oxalá, diadema, o qual não deve jogar fora, pois, ser-lhe-á útil em dia fútil. Meu amigo bebeu, bebeu, e um dia morreu, pois, a água que bebia, muito ardia que, mal percebeu aquela anestesia. Era ardente em demasia. Tive muitos amigos, a maioria desconhecida, e por estar mal com a vida, também bebeu, sofreu, padeceu e morreu, e não sendo de morte morrida, sua amada bebida o abateu. Água é vida, porém, quando ardente, arde a vida da gente. Alegra o triste tornando-o alegre e contente, e até saliente, do covarde ao criminoso valente. Quando não se bebe socialmente é bebido pela indecência. Essa água, quando tomada desmesuradamente, nos faz ínfimas formigas ingerindo formicida sucumbindo-nos impiedosamente. Essa bebida mal bebida confunde a mente da gente deixando-a entorpecida, fazendo-nos ver cegamente, e a nos con-fundir amontoado de carvão com ouro na jazida, em enorme aluvião. Portanto, amigo, e amiga, a vida, apesar de muito divertida deve ser severamente advertida, nessa esquisitice lá se vão muitas jazidas, para as últimas jazidas cunhadas com muitos ais, provocando profundas dores a muitos genitores, aqui entendidos como bons pais. Leve a vida bela, socialmente, seja forte, vença a sua mente, sem esmorecer até bastante crescer, vencendo-a de frente. Conquanto não dissemine raízes dessa maldosa semente, portanto, obedeça ao reclame e, beba moderadamente, se você for realmente inteligente.

Divinarte

Palavra, imaginasom – toque – pensamento – degustasom. Quebrasom de palavra, pisando-a ao chão, levantando-a ao ar, colocando-a com a mão, reformulando-a ao pensar. Esta nossa linguagem metida em sua mente, é a meta do dia-a-dia contente, bocejando poesia ao luar. Verdades mentirosas de nossos verdadeiros pais, fantasias irreais, é o sistema nos aprisionando aos mesquinhos interesses humanos, com seu dedo em riste vociferando palavras tristes, nos indicando o caminho, que temos de caminhar. Eis a maneira triste de se nos agrilhoar ao sistema democrático conspurcado por Mefistófeles a nos comandar. E temos de ser felizes admirando velhos matizes das mesmas mesmices de nossos ancestrais. Até nos traz nostalgia de nossa meninice de quando nem sabíamos pensar. Eis o sinal da besta, há muito nos enlear. Seis mais seis, mais seis, mais seis são dezoito, e nós virando biscoitos retorcidos a lamentar. Saia fora do sistema se isso lhe for capaz, então talvez alcance o céu, seu verdadeiro lar.

Salvação

Viver a salvação é arte. Arte dos quadrantes, Matizes de cores constantes, Das quais falamos bastante,Mas ao sairmos desta telaVemos a arte singela,Com lamentos a lamentar. Mas é assim que elaCarrega seu estandarte. Pobre arte se prendesse À sua esfera, seria muito quadrada,Sem poder de dizer nada,A quem ouvido tivesseE que ela se merecesse. Neste atual planeta,Assim cheio de capetas. Teria de tocar trombetaComo se toca escopeta. Além do alvorecer,Apesar de amar o amor,Não se entende medonho serCausador da doida dor. Porém, doidos de amorVamos permanecer. Eis o próprio capeta,Em formato de roseta,Assemelhando linda flor. Assim a arte se salva Com muitas salvas de palmas,Mesclada de muitos odores,De jasmim e muitas flores, O nosso mal espanta. Desatando-nos o nó da gargantaEnxugando nosso planto,De inocente criança,Alvejando nossa alma. Não com fria arma,Mas com o branco do amor.

Arte de Fazer Destino

O destino você faz,Sua mente pensaSuavemente lá à frente,Pois, atrás vem gente,E você, desejando paz,Sua mente pensa,O destino você faz.  O amor faz parte do destino,Mas não tão simples assim,Depende de muito suador,A gotejar sem fim. O amor move a vida,Mexe com sentimento,Provoca até o ódio,Cicatriza e abre ferida. Faz alegria e tormento. Na verdade é mal entendido. É o grande enigma da mente,Que o coração sente. O amor verdadeiroÉ como o dinheiro,Bem dosado é bom companheiro,Quando mal empreendido,Causa até genocídio. Eis o grande segredo:Qual destino vem embutido.

Quem Somos?

Todos os dia perguntamos:Quem somos e para onde vamos?E o que vai nos acontecer?Por estas simples dúvidasApegamos-nos à vida. E criamos nos ídolos,Como seres atrevidos,Pudessem cuidar da gente. Nessa misteriosa estada,Que faz a nossa jornada,Não há problema que não se enfrente,Às vezes triste, ora contente. Pois, esta é a nossa estrada,Pontuada de encruzilhada. Veja-a com seus olhos de vidro,Embora, estejam sem lentes. O momento é o que existe,Mas o passado ainda persiste,Molestar-nos no presenteEm ser futuro triste,Acabrunhando o coração da gente. Ainda que parcial, Melhor que ser nada,Somos tempo e espaçoPerdidos a passos lentos,Como já disse o poeta,Sem lenço, sem documento. Quase despido como atleta,Somando espaços perdidosQue povoam nossa mente,Que podem causar feridas. Pela má-intenção. Assim, amigos e amigasTrabalhem à formiga,Embora se contradiga,Dizendo que o labor, Produz a loucura e dor,Do que riqueza traz. Falo com franqueza:A verdadeira riquezaÉ de singela belezaAcompanhada de paz.

“O Pouco Com Deus é Muito”

Você não necessita de muitos bens para não passar pelo dissabor de não ter onde guardá-los. Seja como for, as grandes riquezas são o amor e a paz. Estas a traça e a ferrugem não roem.

Nossos Valores em Vão

Nossos dias em vão. A escuridão fica clarificada através do vão que recebe os raios solares, com a acidez do sal na assepsia de nossos pensamentos, e que não seja em vão. Lamentos e tristezas não fazem a nossa beleza,Tampouco, põem nossas mesas. Somos reis, somos princesas,Ora ateus, ora plebeus. Que importância tem nossa opinião?

Luz da Vida

Nem sempre quem vive, vê. Ora velho, ora bebê, bebendoCachaça amargosaImbuída de prosa. Leite materno, de mãe dadivosaÀ espera de céu e de inferno. Bem, uns gostam de calor,Outros de inverno. Cada gosto faz o mongeFicar longeDe ser o que é. Qual confusão não dá pé,Afundando na incerteza da fé. Se não gostou, entenda como quisé!

Você o Criador

Seja você, na universal proporção. Átomos invisíveis destroem planetas. Então meu irmão, veja-se por esta luneta. O mundo vê, porém, continua cegueta. Até cientista se mete à besta,Manifestando-se à exegeta. Reconheça-se criador de suas intenções,Para não inculpar seu Deus,Nem este planeta. Onírico a poeta,Escrevo usando as teclas Desta caneta. Quero ver um pouco além,Vendo tudo o que o homem tem. Vejo aviões, carroças e caminhões,Trens, carretas e muitos vagões. Força colossal carregando pedras,Carregando sais minerais. Transportando o bem,Bem como o mal. Criações antigas,De homens boçais,Fazendo guerra,Matando paz. Não vêm em DeusA força do Pai. Pois, máquina é naturezaDe criação mental.

Vida Faceira

Faceira é a nossa lida contida em largas esteiras. Ora, saudável, bela, ou combalida. É a vida restrita e contida,Como rainha em sua liteira. Porém, na mente pode ser expandida sem medida. Então, sonhar é viver sem os limites da vida. “Portanto, sonhar é viver”.

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