O agronegócio cearence e as ações estratégicas e operacionais para o seu fortalecimento

“ADESG (ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA) – “O AGRONEGÓCIO CEARENSE E AS AÇÕES ESTRATÉGICAS E OPERACIONAIS PARA O SEU FORTALECIMENTO” -” “-Palestra realizada em 28/11/2008 – PALESTRANTE: FRANCISCO ZUZA DE OLIVEIRA – DIRETOR DE AGRONEGÓCIOS DO CEARÁ (ADECE)”. No encerramento do Ciclo Preparatório de Política e Estratégia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) estava prevista a palestra do Ministro da Previdência Social José Barroso Pimentel, mas por compromissos de última hora foi substituído por Francisco Zuza de Oliveira, Diretor de Agronegócios do Estado do Ceará. Aberta a solenidade foi composta a mesa e lido o currículo do expositor. Resumo do Currículo do Palestrante: – Diretor de Agronegócios, da Empresa de Desenvolvimento do Ceará (ADECE) onde se encontra hoje e num período de dois anos. Diretor da Produção da Agricultura Irrigada do Ceará – Empresa de Agricultura do Ceará (por sete anos), Secretário Adjunto da Secretaria de Agricultura de Pernambuco (dois anos), Diretor de Pesquisa de Planos Estratégicos da Empresa Frunorte Rio Grande do Norte (Empresa com exportação de um milhão de caixas para a Europa), esteve no cargo por cinco anos. Pesquisador na Área de Fruticultura da Embrapa/Ipa – Instituto Agronômico de Pernambuco (por oito anos). Lido o currículo o presidente da mesa, Dr. Pedro Jorge deu por iniciado os trabalhos.  Francisco Zuza ressalta que o agronegócio brasileiro é responsável por cinco milhões de propriedades rurais, gerando 35% dos empregos e 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Para se ter uma idéia, mais de 60 mil pessoas de todo o País estão sendo atendidos pelo Sebrae por meio de sua Unidade de Agronegócios. Hoje são desenvolvidos pela Instituição mais de 486 projetos inseridos em 14 setores do agronegócio: agricultura orgânica, agroenergia, apicultura, aqüicultura e pesca café, carnes, derivados de cana-de-açúcar (cachaça, melado, rapadura), floricultura, fruticultura, horticultura, leite e derivados, mandiocultura, ovinocaprinocultura, plantas ornamentais e medicinais. A criação e implantação de projetos como esses tem contribuído para o aumento da fixação do homem no interior e no campo e na expansão da agricultura familiar. Como o foco principal de sua exposição era o estado do Ceará, Zuza fez a seguinte indagação: por que investir no Ceará? Talvez muita gente não saiba, mas o potencial dos agronegócios cearenses é muito valioso e já se cultiva na terrinha as melhores qualidades de flores, sendo o Estado o principal produtor e exportador de flores. Falou sobre seu mestrado e uma das exigências era mostrar produtos da região onde vivia e trabalhava. Levou vinho e outros produtos. Hoje já é possível produzir vinho no Nordeste e de boa qualidade. Indicadores dos principais produtos da agropecuária do Ceará – Agricultura de Sequeiro, agricultura irrigada, produção animal. A agricultura de sequeiro representa 29%, a agricultura irrigada 20%, a produção animal 50,9%, representando 2. 907. 943 bilhões para o estado do Ceará. Fonte: IBGE-Seagri-Ematerce, institutos Agropolos, Perímetros públicos de irrigação. O Instituto Agropolos do Ceará está assim definida: Instituto Agropolos do Ceará – Instituto Agropolos do Ceará é uma organização civil, constituída em 07/01/2002 e registrada em 14/01/2002 no Cartório Pergentino Maia sob nº. 130235, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse público, detentor de autonomia administrativa, patrimonial, financeira e disciplinar, com prazo de duração indeterminado. Por atender aos requisitos essenciais previstos na Lei Estadual nº. 12. 781 de 30 de dezembro de 1997, foram qualificadas pelo Governo do Estado do Ceará como organização social através do Decreto Estadual nº. 26. 528 de 07 de março de 2002. Acompanhe as diversas oportunidades de negócios por cada Agropolos. Baixo Acaraú; Baixo Jaguaribe; Empresas no Agropolo; Terras a venda: Cariri – Centro-Sul, Ibiapaba, Empresas no Agropolo, Terras a venda, Metropolitana. Sertão Central – Frutas – Hortaliças – Flores – Aqüicultura – Apicultura -Pecuária- Exportações – Atração de Investimentos. – Irrigação – Apresentações -Custos – Informativos e Conjunturas – O Sistema de Informação do Agronegócio Cearense reúne dados, informações e trabalhos sobre os agronegócios atuais e potenciais do Estado do Ceará, englobando aspectos da produção, mercado, comercialização, preços, exportações, importações, custos, rentabilidades, tendo por objetivos principais: divulgar conhecimento que possa auxiliar na tomada de decisão dos empresários e produtores do setor, e fornecer dados organizados e informações que possam ser utilizados por técnicos, estudantes e público em geral. Depois desses dados o assunto ventilado passou a ser Infra-estrutura e Logística. O estado do Ceará tem dois portos grandes, sendo um no Mucuripe em Fortaleza e o outro em Pecém/Ce – que é o maior porto exportador de frutas do Brasil com um percentual de 32%. No aeroporto internacional Pinto Martins foi instalado um frigorífico para exportações de flores. Conta o Estado com 7. 500 km de vias asfaltadas, o canal da Integração com 250 km de extensão/proporcionando irrigação de 25 mil hectares no período de 25 anos. Perímetros Irrigados (Instituto Ceutel-Centro de Serviços e Formação de tecnologia do Interior). Passou para a seção de gestão de recursos Hídricos e sua experiência em 16 anos em gestão de águas. Citou o açude Castanhão com 6,7 bilhões de metros cúbicos de água, o maior do Brasil, garantindo água para o baixo Jaguaribe. Fonte: Agência Cogerh (Mapas das Bacias). As 11 bacias hidrográficas formam o comitê de gestão de bacias do Ceará (ADECE). Com essa gestão é possível se obter eficiência econômica na irrigação, eficiência hidráulica e maior renda. O destaque para essa gestão é que o estado do Ceará tem planejado para o ano 2. 020 em recursos hídricos mais de 500 açudes. O Ceará ainda se recente de um aeroporto de cargas. Saindo mais uma vez de um roteiro e dirigindo-se a outro, citou os fatos norteadores, as premissas e os objetivos do governo do Estado que será atingida, como a agricultura irrigada numa área de 7% da área cultivada e 35% de produção. As fontes citadas pelo palestrante foram: a Embrapa, item nº. 54 de 2. 002, Bird/Codesvasf /item 68 de 2. 005. Ressaltou os estudos que estão sendo efetuados em Brejo Santo interior do Ceará, desde 1999, pela Seagri, modelo desenvolvido pelo Banco do Nordeste do Brasil e Universidade do Arizona (Estados Unidos da América do Norte). Seagri é a Secretaria de Agricultura Irrigada e a Proceagri é o Programa Cearense de Agricultura Irrigada.  Nesta área irrigada de Brejo Santo o básico que se planta é o arroz, mas existem outros cultivos. Tecnologia, vetores, organização da produção e produtores, promoção comercial, investimentos, capacitação estimada e atuação de gerência de projetos são itens que devem ser bem ‘implementados’ para o sucesso dos Agronegócios no âmbito estadual.  Para clarear e dar uma visão bem mais ampla colorindo as palavras do palestrante – resolvemos inserir uma indagação: Por que investir no Ceará? Pegando um gancho na home-page das Cadeias Produtivas: o agronegócio atinge um percentual de 51,7% das exportações do estado do Ceará. “É de bom alvitre que se frise que têm sido acertadas as estratégias adotadas para o agronegócio cearense nos últimos 15 anos” Sem dúvidas. O Ceará tem um percentual de 82% de sua área inserida no semi-árido. Por esta razão as estratégias a serem adotadas para a produção da matéria-prima, que dá embasamento sustentável ao agronegócio, confundem-se com aquelas necessárias ao armazenamento e à distribuição de água por seu território, aliadas a uma adequada política de infra-estrutura de escoamento da produção, seja para atender à agroindústria local, seja para permitir a exportação de produtos com elevado valor agregado. Essas premissas básicas foram asseguradas pela continuidade de um ambicioso projeto de recursos hídricos, conjugado com os grandes projetos de irrigação, a serem explorados em base empresarial, a construção do Porto do Pecém e do novo aeroporto, além da malha estadual de rodovias, cuja eficácia é prejudicada pelo abandono criminoso e injustificável das estradas federais. A interligação de bacias, com a construção do Castanhão, com a implantação do Eixão que o liga ao Porto do Pecém e às bases físicas, para a transposição do rio São Francisco ou do Tocantins, ficam asseguradas e deixam de ser promessa vã, para transformar-se em realidade palpável. O atual cenário favorável de armazenamento de água no Estado do Ceará, cerca de 14 bilhões de metros cúbicos, consolidará os projetos de irrigação Apodi, Tabuleiro de Russas, Araras Norte e Baixo Acaraú, permitindo, ainda, o aproveitamento das manchas de solo existentes na Bacia do Castanhão e ao longo do Eixão. A expansão, no médio prazo, de mais de 50 mil hectares da área irrigada do Estado mudará, substancialmente, nos próximos cinco a 10 anos o perfil de sua economia. Nesse contexto, a agricultura irrigada assume papel indutor de uma nova época na agricultura cearense, em termos tecnológicos, gerenciais, organizacionais e mercadológicos. Os conceitos de competitividade e de sustentabilidade incorporam-se, gradativamente, ao processo decisório de novos investimentos privados, com repercussões favoráveis em segmentos de atividades não irrigadas, como a pecuária bovina, a ovinocaprinocultura, a apicultura e a piscicultura, dentre outras. A participação do PIB da agropecuária no PIB total do Estado foi de 5,6%, enquanto que a participação do agronegócio nas exportações do Ceará foi de 51,7%, superior à do pujante agribusiness brasileiro, que atingiu a marca dos 42%. Esses números já indicam um reflexo das estratégias adotadas. Ingressam na pauta da exportação cearense, além dos produtos tradicionais como a castanha do caju, a lagosta e a cera de carnaúba, o mel natural, sucos de frutas, pimenta e flores, alguns induzidos pelo Governo Estadual e outros puxados pelo arrojo de uma nova geração de empresários rurais. As políticas de crédito rural, hoje vigentes, como linhas de financiamento com juros fixos, nasceram no Governo anterior, na busca para uma solução da crise do endividamento, legada pelo Plano Real, ainda irresolvidas, embora amenizadas. A vitória parcial alcançada deve-se à forte mobilização dos produtores liderados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com o apoio decisivo da bancada ruralista e da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados. O conceito do agronegócio pressupõe relações justas e estáveis entre os diversos componentes da cadeia produtiva, o que exige a organização e a profissionalização dos produtores rurais, sem o que, permanecerão como meros fornecedores de matéria-prima a preços aviltados. Mudanças concretas, embora lentas, começam a ser observadas e nos estimulam a uma visão otimista. Visão esta que não pretende esconder os vergonhosos índices de pobreza, a iníqua distribuição de renda e as desigualdades sociais reinantes em nosso Estado. Mesmo a ideologização das políticas fundiárias e de biotecnologia, intimamente ligadas ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro e a tibieza do governo federal, face o contumaz desrespeito às leis, perpetrado pelos chamados movimentos sociais, não são capazes de abalar a nossa visão otimista. O agronegócio continuará sendo por muito tempo, a mola propulsora do desenvolvimento nacional, a despeito e malgrado a apatia do poder central. José Ramos Torres de Melo Filho-Engenheiro-civil, produtor rural, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC) – Exportações dos Principais Agronegócios do Ceará – 2003 – e Classificação do Estado na Região e no País. O Ceará desde 2006 procura uma alternativa para criar uma alternativa correta no uso e na eficiência dessa águia. A irrigação localizada traz muitos benefícios para o Estado como a grande produção de frutas, flores, hortaliças e leite. O Estado conta com seis agropolos e uma área livre de “mosca de frutas”, um inseto que destrói e prejudica demais a produção se não for regiamente cuidada.  Fonte: SEAGRI “Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará”. (1)   Para classificação, exceto suco de laranja. (2)  Conforme dados da DFA/VIGIAGRO(3)  Classificação do Ceará nas exportações do Nordeste(4) Classificação do Ceará nas exportações do Brasil. Como toda palestra ou exposição tinha um tempo determinado de 50 minutos para o palestrante, na ânsia de apresentar-se bem e fornecer os melhores detalhes possíveis, alguns extrapolavam o horário, mas conseguiam transmitir seus conhecimentos e o que tinham planejado para expor.  Com intuito de tornar o relatório mais consistente, visto que anotar tudo era humanamente impossível, resolvemos então enriquecer com algumas fontes inseridas na Rede Mundial de Computadores e que tratam deste assunto no estado do Ceará. FRUTICULTURA NO CEARÁ – Privilegiado por condições de clima e de solo e pela posição geográfica, o Ceará implantou, nos últimos anos, uma sólida infra-estrutura de suporte à sustentabilidade do agronegócio da agricultura irrigada, criando condições competitivas para as cadeias produtivas da fruticultura. As principais obras de infra-estruturas específicas e estratégias desenvolvidas para o fortalecimento da agricultura irrigada, foram: PROCEAGRI: foi criado o Programa Cearense de Agricultura Irrigada, do qual resultou as ações para o desenvolvimento do setor; AGROPOLOS: foram zoneadas as regiões com maiores potencialidades para a agricultura irrigada no Estado, onde foram focadas as principais políticas para a exploração sustentável do setor produtivo; PRIORIDADE: elegeu-se, com base em análise de mercado, as 6 frutas com maior potencial (sem descartar outras possibilidades) – abacaxi, banana, mamão, manga, melão e uva; PROJETOS DE IRRIGAÇÃO: os modernos e arrojados projetos de irrigação estruturados pelo DNOCS em parceria com o Governo do Estado, constituem um item à parte dentro do processo de vitalização da agricultura irrigada no Ceará; PORTO DE PECÉM: moderno porto de custos operacionais competitivos e próximos dos principais mercados consumidores mundiais (Europa e Estados Unidos), sendo atualmente, o porto com maior embarque de frutas do Brasil;CASTANHÃO: associado ao CANAL DA INTEGRAÇÃO, ampliou em 40% a disponibilidade de água para a agricultura irrigada, dando sustentabilidade na oferta de água aos principais projetos de irrigação do Estado;CENTEC: centros de formação tecnológica que atuam formando profissionais e prestando serviços de apoio técnico aos produtores e exportadores, com unidades distribuídas no interior do Estado, formando uma rede de 43 unidades; ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS: como política de desenvolvimento do Estado, estão sendo atraídos investidores para atuar no setor da fruticultura competitiva, e, para dinamizar esta estratégia, foi criado o INSTITUTO AGROPOLOS, que tem atuado decisivamente na atração destes investidores e na concretização dos negócios; APOIO TÉCNICO: formatação do sistema de certificação de mamão para os Estados Unidos (Sistema Approach), apoio à Produção Integrada de Frutas – PIF, coordenado pela EMBRAPA, e, criação e Manutenção da área livre de mosca das frutas, com a parceria da UNIVALE/DFA-CE/EMBRAPA. A Área livre de mosca das frutas no Ceará foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA em 2003, abrangendo 7 municípios (Aracati, Icapuí, Itaiçaba, Jaguaruana, Russas, Quixeré e Limoeiro do Norte) da Região do Baixo Jaguaribe, a maior região produtora do Ceará. Esta certificação é fundamental para melhorar a competitividade das exportações de frutas e hortaliças do Ceará, principalmente para os Estados Unidos. RESULTADOS E PROJEÇÕES DA FRUTICULTURA NO CEARÁ-De 18 mil hectares cultivados em 1999 o Ceará passou para 26,7 mil hectares em 2003 (incremento de 48%), ampliando em 8,7 mil hectares a área irrigada de frutas projetando uma área de 46,8 mil hectares em 2007 e 50,8 mil hectares até 2010, correspondendo a um aumento de 182% no período ou cerca de – 15% ao ano. FONTE: SIGA/SEAGRIFONTE: SIGA/SEAGRI-Exportações de frutas frescas e Castanhas do Ceará-O valor das exportações de frutas frescas que em 1998 era de US$ 831 mil alcançou US$ 21,6 milhões em 2003, crescendo mais de 2. 500% no período. O grande destaque das exportações de frutas tem sido o melão até 2003 e o abacaxi a partir de 2004. Outros produtos começam a se destacar e se projetar na pauta de exportação cearense como a melancia sem sementes, a manga, o mamão e a banana. Em 1999, o Ceará participava das exportações brasileiras de frutas frescas com 1,2% e, em 2003, esta participação passou para 6,4%. No caso de castanha de caju, o Ceará exportou US$ 109,9 milhões em 2003, totalizando as exportações de frutas cearenses em US$ 131,5 milhões, conferindo ao Estado a liderança nas exportações de frutas brasileiras, considerando-se frutas frescas mais a castanha de caju. Fonte: SECEX/MDIC-Projeção: SIGA/SEAGRI-A meta do Projeto Frutas do Ceará é exportar US$ 135 milhões em 2010. Em 2004, o setor de frutas do Ceará espera exportar acima de US$ 30 milhões, tendo o melão como o maior produto exportado e o abacaxi como o novo destaque. Exportações de abacaxi – Uma nova cadeia do ceará – As exportações brasileiras do abacaxi principalmente de Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, têm sido destinadas principalmente para o MERCOSUL (97%) tendo destaque à Argentina como o maior importador. A União Européia (3%) absorveu o restante das exportações. Além de bastante modestas têm sido também irregulares, tendo chegado a exportar cerca de US$ 10 milhões em 1993, somaram apenas US$ 2,8 milhões em 2003. O ano de 2004 vai ser um marco nas exportações de abacaxi do Brasil, tendo o Ceará como o maior exportador do País e o único exportador brasileiro regular para a Europa na atualidade. As exportações cearenses, atualmente, estão sendo realizadas pela empresa Del Monte, que tem 630 hectares plantados no município de Limoeiro do Norte, na região do Baixo Jaguaribe. A empresa espera exportar US$ 6 milhões (1,5 milhão de caixas de 18 kg) até o final do ano. O destino do abacaxi exportado é a União Européia, destacando-se a Itália, Alemanha, Holanda e Reino Unido. A Empresa pretende exportar pelo menos US$ 10 milhões no próximo ano e US$ 20 milhões (4,5 milhões de caixas de 18 kg) até 2007, com uma área de 2. 500 hectares. O abacaxi exportado é o Golden (MD 2), derivada do cultivar Smooth Cayenne, muito apreciada no mercado internacional, que se caracteriza pelo fruto grande, casca amarela, polpa amarelo forte e muito doce (alto teor de sólidos solúveis – 16º BRIX). Atualmente, esta produção gera 600 empregos, devendo chegar em 2007, a 2. 000 empregos diretos. – Exportações do Agronegócio Cearense em 2003 – Em relação ao Nordeste e o Brasil. Os 12 agronegócios cearenses com maior potencialidade, nos quais o Ceará é competitivo, destacando-se no cenário regional e nacional:Fonte: SECEX/MDIC(1) Para classificação, considerou-se outros sucos (exceto suco de laranja). (2) Fonte – VIGIAGRO/DFA-CE/MAPA(3) Doze (12) principais agronegócios do Ceará, com maior potencial de mercado(4) Agronegócios conforme definição do MAPA(*) Classificação do Ceará nas exportações nordestinas(**) Classificação do Ceará nas exportações brasileirasSecretaria da Agricultura e Pecuária – SEAGRI-Assessoria de Desenvolvimento Institucional – ADINS-Sistema de Informações Gerenciais Agrícolas – SIGAFonte: TodafrutaEncerrando o relatório em alusão queremos dizer que a inserção destas fontes especificadas nas entrelinhas do que foi exposto nos serviu de lição e aprendizado no tocante aos agronegócios do estado do Ceará, associados as metas e resultados muitos já colocados e debatidos e dizer que é uma situação muito boa para o estado do Ceará ser hoje o maior produtor de flores do Brasil e exportador e terá com estas exportações um lucro de 69. 9 milhões(rosas) de 1999 a 2007. Estas foram às metas e resultados já contabilizados pelos que fazem o controle da exportação. Um pontinho a mais para ilustrar de uma vez o relatório. Falar apenas no sequeiro que é a agricultura que tem uma atividade sujeita a – altos riscos de perdas de safra devido à alta variabilidade, tanto temporal como espacial das precipitações pluviométricas nas áreas semi-áridas.  A agricultura de sequeiro é a agricultura que não utiliza irrigação, ou seja, conta apenas com as águas das chuvas para que a cultura complete seu ciclo. Sequeiro vem da palavra seco, mas no sentido de que não é plantação sob a água (o contrário é brejeiro = de brejo como é muito comum nos países asiáticos e pouco no Brasil). Mas creiamos que pode ser ainda irrigada quando falta chuva para que as plantas não morram de seca. ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E PARTICIPANTE

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