Gerenciamento de informações de mercado com credibilidade e confiabilidade

 

Antes de iniciarmos qualquer tipo de atividade, necessitamos de informações sobre o assunto, conhecer em detalhes o que fazer, como, quando e onde, o investimento exigido e seu tempo de retorno. Esta é uma prática absolutamente comum e óbvia para qualquer empreendedor. Quanto maior o investimento previsto, maior a necessidade de domínio de informações que nos permitam trabalhar com elevado grau de precisão, minimizando as possibilidades de fracasso, seja na abertura de um negócio de milhões de dólares ou de uma microempresa. Apesar desta teoria, a realidade pode ser bem diferente.

 

Voltando um pouco no túnel do tempo, recordamos que na década de 1980, somente as grandes organizações possuíam sistemas padronizados de informações sobre a empresa e o mercado, verdadeiras batalhas enfrentadas por vários funcionários do departamento de estatística que elaboravam mensalmente dados estatísticos e os transformavam em informações para tomadas de decisão. Como tudo era feito manualmente, estes levantamentos exigiam elevado grau de concentração e paciência, porque as informações só eram divulgadas após meses de trabalho. Desta forma as probabilidades de erro eram enormes, uma vez que tudo dependia de cálculos manuais e sua revisão tomava mais tempo ainda. Havia, porém, um aspecto extremamente positivo: os dados eram constantemente analisados e verificados por quem os manuseava.

 

Vinte anos depois e tudo mudou no mundo. Não mais cálculos manuais nem muito tempo para a obtenção de informações. Tudo num toque de um simples botão e os relatórios sobre vendas, estoques, lucros, resultados, participações, rentabilidade, atuação dos concorrentes, tendências de mercado do outro lado do planeta, tudo na palma da mão. A internet nos permite obter informações sobre mercado e pesquisas recentes elaboradas por diversos institutos e publicados ao mesmo tempo nos quatro cantos do globo. A informação à disposição das empresas em qualquer parte do mundo a qualquer hora. Mas, e a análise destas informações?

 

A preocupação dos profissionais e das empresas não é mais a obtenção de informações. Já temos informações demais disponíveis na internet. A questão agora é saber até que ponto o que obtemos é confiável ou qual é o seu grau de confiabilidade. Para que uma organização se mantenha viva e competitiva no mercado, ela necessita de um sistema de informações extremamente complexo e de elevada credibilidade, dados históricos seus e do mercado, ferramentas de controle de qualidade e desempenho, etc. O conhecimento do mercado fortalece as decisões da empresa e garante bom relacionamento com seus parceiros e clientes. Quanto mais bem informada mais fortalecida estará na sua área de atuação e melhores serão as negociações com seus clientes e fornecedores, porque serão baseados em fontes extremamente fidedignas.

 

Para que uma empresa possua um perfeito gerenciamento de informações, ela necessita de um perfeito sistema de informações. Faz parte deste gerenciamento o controle sobre dados sócio-econômicos, dados estatísticos detalhados de suas atividades, conhecer seus pontos fortes e fracos, a correta orientação às equipes externas da empresa para que atuem como verdadeiro poço de informações sobre o mercado, sem esquecer também das equipes internas, da necessidade de estarem bem informadas sobre as metas e objetivos não somente da empresa onde trabalham, mas também do seu departamento e da sua função, conhecendo exatamente os perigos a serem evitados no seu manuseio bem como sua influência nos resultados finais. Resumindo, um amplo domínio de macro e micro informações permitindo que todas as áreas atuem em perfeita sinergia, melhorando e aperfeiçoando os processos.

 

Há ainda as pesquisas elaboradas por importantes institutos e empresas especializadas bem como da imprescindível troca de informações com os parceiros da organização (clientes, revendedores e fornecedores). Tudo isto com o objetivo de permitir tomadas de decisões rápidas e seguras em todos os níveis da organização

 

Agora vem a questão: até que ponto a nossa pequena empresa ou a nossa grande organização atua nestes moldes. Nós manuseamos as diversas informações que recebemos e que elaboramos com o devido cuidado e com a confidencialidade necessária? Analisamos tudo detalhadamente e cuidadosamente antes de repassá-las? Avaliamos o que poderá causar uma informação errada nos resultados finais de um processo ou de uma atividade? Examinamos a qualidade e credibilidade das fontes de informações? Nossos subordinados estão devidamente orientados quanto a tudo isto? Nós realmente colocamos a mão no fogo pela informação que estamos divulgando ou assinando? Ou será que a pressão, a cobrança exagerada dos nossos superiores, a rapidez maluca imposta e exigida diariamente, a competição doentia entre departamentos de uma mesma empresa e a guerra que nós mesmos causamos no nosso dia-a-dia faz com que não tenhamos o tempo mínimo necessário para avaliarmos se o que estamos fazendo está CERTO ou ERRADO?

 

Com o objetivo de exemplificarmos o que estamos comentando, citamos uma reportagem divulgada mundialmente, segundo pesquisa feita pela publicação científica Applied Animal Behavior Science, e divulgada pela BBC, afirmando ser o cão Dachshund o mais feroz do mundo deixando outras raças como o Pit bull em sexto lugar. Apesar de se caracterizar como uma simples pesquisa e de importância questionável, serve perfeitamente como exemplo.

 

Não podemos acreditar em tudo que vem às nossas mãos. Apesar da sua procedência, devemos sempre passar tudo pelo crivo da razão, avaliar detalhadamente como a pesquisa foi realizada, onde, com quem, como os dados foram coletados e analisados, para podermos concluir se merece o devido crédito ou não. Obviamente, uma pesquisa como esta pode não ser significativa para um multinacional do setor automobilístico ou eletroeletrônico, mas serve como alerta para todos nós. Que implicações trariam decisões tomadas com base em informações imprecisas? Que resultados obteríamos se fizéssemos uma pesquisa sobre segurança, educação ou saúde em países do primeiro e do terceiro mundo? Qual seria a média obtida? Refletiria a realidade de cada região? Quais os critérios de análise dos dados para posterior divulgação?

 

Afinal, temos liberdade para experimentar tudo, mas nem tudo serve ou é bom para nós. O mesmo se aplica ao nosso negócio ou da empresa onde trabalhamos. Se nossa análise e nosso feeling nos mostram que dados utilizados pela nossa empresa são de fonte duvidosa ou trarão prejuízos futuros, qual é o nosso dever? Se nossa equipe de colaboradores não se mostra devidamente esclarecida sobre o que é prioritário para a sobrevivência e crescimento sustentável da nossa organização, como tomar decisões seguindo uma intuição insegura ou uma informação equivocada?

 

Concluímos citando um outro exemplo muito conhecido: uma pessoa come dois pãezinhos por dia e outra não come nenhum. Na média, cada um come um pãozinho e ninguém passa fome. Utilizando o bom senso obteremos as informações corretas e chegaremos sempre às respostas corretas, tomando decisões corretas.

 

 

José Carlos Maron Jr.

 

Email: jcmaron@yahoo. com. br

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3 Resultados

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